Sábado, 18 de janeiro de 2025
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Flávio Pereira
A notícia dessa quarta-feira em Brasília, dando conta de que, mesmo diante dos cortes no orçamento, o governo federal pretende viabilizar as obras do metrô de Porto Alegre, ainda assim deixa apreensivos os gaúchos. O problema maior está na falta de uma definição de como será o fundo garantidor para que a PPP que irá sustentar essa obra possa sair do papel. O fundo garantidos, formado por ativos da União, imóveis e papéis com liquidez no mercado, poderia suprir os R$ 1,08 bilhão que seria a contrapartida do governo do Estado, que vive sérias dificuldades.
Na Venezuela
Nunca é demais recordar que melhor sorte teve o governo da Venezuela, que conseguiu, do governo brasileiro, levantar uma obra do metrô de Caracas com maiores facilidades. Em Caracas, os recursos liberados para o metrô pelo BNDES através de recursos do governo brasileiro, captados no mercado, somam US$ 1,6 bilhão (R$ 5,3 bilhões) ao contribuinte à empreiteira Odebrecht para construir a linha 5 do metrô de Caracas, capital venezuelana. O BNDES se alimenta do dinheiro do Tesouro Nacional, arrancado do bolso do contribuinte. A empreiteira, que é citada no escândalo de corrupção na Petrobras, foi responsável por três linhas do metrô de Caracas, além de outras obras no país.
Paim e as medidas sociais
Depois de deixar a tribuna do Senado, onde havia discursado no plenário, o senador Paulo Paim (PT) reafirmou ao colunista, em Brasília, que “há uma onda conservadora que pretende impor um retrocesso nos direitos sociais dos trabalhadores. E contra essa onda conservadora, só mesmo a resistência popular”. Paulo Paim não vem acompanhando o governo na votação dos projetos que alteram direitos sociais dos trabalhadores e, preventivamente, pediu licença do partido. Pode ser o primeiro passo para trocar de partido.
A força política da Marcha
A 18 Marcha dos Prefeitos mostrou nessa quarta-feira, no terceiro dia, a força política do movimento: o presidente e o relator da Comissão Especial do Pacto Federativo na Câmara, deputados Danilo Forte (PMDB-CE) e André Moura (PSC-SE), entregaram o relatório do colegiado nas mãos do presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Ziulkoski. O gesto dos deputados foi interpretado como sinal de avanço do grupo, que se empenhou para finalizar os trabalhos até a Marcha. Agora, segundo Ziulkoski, o próximo passo é colocar este relatório em votação pela Comissão e avançar nas demais etapas de tramitação.
Luta pelo mandato
Precavido para a hipótese do senador Paulo Paim deixar o partido, a direção do PT não hesitará em fazer o mesmo que já faz em relação à senadora Marta Suplicy, que abandonou a sigla. Deverá ingressar em juízo para garantir a cadeira do senador. A título de informação: a primeira suplente do senador Paulo Paim é a professora Veridiana Maria Tonini.
Sobre a corrupção no esporte
Atento, o deputado federal gaúcho Alceu Moreira (PMDB) lembra à coluna que, “sobre as prisões nesta quarta-feira, na Suíça, de sete dirigentes da FIFA – entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin –, acusados de corrupção, existe um projeto de minha autoria que tipifica esse tipo de crime no Brasil e está pronto para a votação na Câmara, inclusive com parecer pela aprovação na comissão de Constituição e Justiça, o que será apreciado em breve. Seu texto prevê pena de um a quatro anos de reclusão, mais multa, para o dirigente – de clubes, associações ou federações – envolvido em gestão fraudulenta ou enriquecimento ilícito”.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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