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Por Redação O Sul | 25 de outubro de 2016
Com mais de três quilômetros de largura, o asteroide recém-descoberto 2000 ET70 vem causando temor entre os astrônomos, que indicam a possibilidade de ele colidir com a Terra em um futuro breve. Nesse momento, o principal objetivo dos cientistas é detectar a menor distância que esse “monstro espacial” chegará do nosso planeta.
De acordo com informações do periódico britânico Express, a descoberta da rocha causou preocupação entre cientistas de universidades dos Estados Unidos, que avaliaram o astro como “potencialmente perigoso”.
Após o alarme, a Nasa (agência espacial americana) informou que estudos mais aprofundados para avaliar as características do objeto, ainda pouco conhecido em decorrência da recente identificação, são necessários.
Segundo o jornalista Patrick Christys, pesquisadores de universidades norte-americanas argumentam que o 2000 ET70 – que tem formato de um punho –, poderá causar o “apocalipse” na Terra, desencadeando terremotos de alto potencial destrutivo, além de maremotos e outros desastres naturais, caso se aproxime demais do nosso planeta.
Embora o corpo celeste tenha sido oficialmente catalogado há pouco tempo, ele já teria passado próximo à Terra em 2012.
Astrônomos acreditam que naquele ano, o asteroide teria percorrido o trajeto de 18 distâncias lunares de nós – considerado muito perto para astros daquele tamanho. Contudo, vale ressaltar que uma distância lunar varia entre 384 a 403 quilômetros.
No entanto, cientistas receiam que na próxima vez que o asteroide retornar à nossa vizinhança cósmica, dentro de poucas décadas, ele poderá passar muito mais próximo de nós, podendo, inclusive, impactar contra a Terra.
Avaliação da Nasa.
Conforme o comunicado de um porta-voz da Nasa, não existe evidência de impacto iminente contra o nosso mundo. “A Nasa não conhece nenhum asteroide ou cometa atualmente em rota de colisão com a Terra, então, a probabilidade de uma grande colisão é muito pequena”, explica o funcionário.
Porém, a agência confessa que dentro dos próximos cem anos é possível que um corpo celeste de grandes proporções atinja o nosso mundo.
Todavia, a entidade diz estar preparada para descobrir corpos celestes que representem ameaças reais e imediatas à Terra. “A Nasa também faz a detecção de asteroides uma prioridade, e está desenvolvendo estratégias para identificar asteroides que possam representar um risco para o nosso planeta”, finaliza o comunicado.
Mesmo que a agência afirme estudar os astros ao redor da Terra, a descoberta desse mortal asteroide foi realizada por cientistas de universidades. Na ocasião, a Nasa foi a última a saber.