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Política Lula se diz “livre” da Operação Lava-Jato e afirma: “Não tenham medo de mim”

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Lula afirmou que é considerado "radical" porque vai até as "raízes dos problemas do País". (Foto: Ricardo Stuckert)

Apto a disputar as eleições de 2022 após ter suas condenações anuladas pela Justiça, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez de seu primeiro pronunciamento nesta quarta-feira (10) um recado ao “mercado”, à classe política e ao ex-juiz Sérgio Moro. Ao longo de duas horas, o petista afirmou que está “livre da Operação Lava Jato” e que vai procurar políticos não só da esquerda, mas também do centro, em busca de uma “solução” para a atual crise. Com o cuidado de não se declarar candidato, apesar do discurso de campanha, Lula disse que deve conversar com empresários e ressaltou que, quando presidente, ganhou a fama de conciliador. Durante a fala, ainda fez um apelo: “Não tenham medo de mim”.

Repetindo a estratégia de 2002, quando se elegeu presidente pela primeira vez apoiado por parte do mercado atraída pelo vice, o empresário José Alencar, Lula afirmou que é considerado “radical” porque vai até as “raízes dos problemas do País”. Mas ressaltou que, durante os oito anos em que esteve na Presidência, a economia cresceu e o País gerou empregos. Lula não fez referências à recessão que o País enfrentou a partir de 2014, no governo de sua sucessora, Dilma Rousseff.

“Por que o mercado tem medo de mim? Esse mercado já conviveu com o PT oito anos comigo e mais seis com a Dilma Rousseff. Qual é a lógica? Eu não entendo esse medo, eu era chamado de conciliador quando presidia. Quantas reuniões fazia com os empresários? Dizia: ‘O que vocês querem? Então, vamos construir juntos”, afirmou.

Alternando falas mais calmas com ataques ao presidente Jair Bolsonaro e seus ministros, Lula criticou a condução do governo federal desde o início da pandemia de covid-19 e disse que agora é momento de reunir forças por vacinas e auxílio emergencial. O petista deixou claro, porém, que entre suas prioridades está a insistência para que o Supremo Tribunal Federal reconheça a suspeição de Moro nos processos que o envolvem.

O plenário do STF ainda deve analisar a decisão de Fachin. A Justiça do Distrito Federal decidirá se aceita ou não as denúncias. Lula ainda é réu em outras seis ações penais, que tiveram origem em outras investigações.

A fala aconteceu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Na segunda, 8, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, declarou a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar quatro ações relativas ao ex-presidente, anulando todas as decisões de Moro nos respectivos processos, devolvendo a Lula seus direitos políticos e o tornando apto a disputar eleições. A decisão atende, quatro anos depois, as alegações da defesa do ex-presidente, que sempre argumentou não ser de competência da 13ª Vara Federal julgar os casos, já que os mesmos não têm relação direta com a Petrobras – alvo inicial da Lava-Jato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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