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Política Candidatura do diretor-geral da Abin abre disputa por sucessão entre oficiais de inteligência e integrantes da Polícia Federal

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Alexandre Ramagem foi impedido pelo ministro Alexandre de Moraes de assumir o comando da Polícia Federal em abril de 2020.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Caso o nome do deputado André Fernandes seja judicializado por governistas, Alexandre Ramagem (foto) será o escolhido. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Primeiro diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a disputar uma cadeira no Congresso, Alexandre Ramagem enfrenta uma disputa interna pela sua sucessão. De um lado, estão integrantes da Polícia Federal (PF), levados pelo próprio Ramagem para o órgão responsável por assessorar o presidente da República em assuntos estratégicos. Do outro, estão oficiais de inteligência que já atuavam na instituição antes da atual gestão.

Mais cotado para suceder Ramagem, Carlos Afonso Coelho, número dois da Abin, é delegado da PF desde 2012 e já ocupou cargos de confiança no Ministério da Justiça durante os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. O nome do policial federal, porém, desagrada uma ala de servidores da agência. Integrantes do órgão avaliam divulgar uma manifestação pública para cobrar de Bolsonaro a nomeação de um funcionário de carreira.

“Assim como não se espera que um oficial de inteligência seja diretor-geral da PF ou que um oficial da Marinha seja o Comandante-Geral do Exército, acreditamos que o cargo mais importante da Abin deva ser ocupado por servidor de carreira que conheça profundamente a instituição”, afirmou o presidente da Associação dos Servidores da Abin e da Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência, Mário Dutra Fragoso.

Integrantes da Abin apostam na “boa vontade” do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a quem a agência está subordinada, para apoiar o nome de um servidor de carreira para a vaga. Há dois anos, ele indicou o então número dois do órgão, o oficial Frank Márcio de Oliveira, para comandar a corporação. Na ocasião, Ramagem havia sido escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para dirigir a PF, mas teve sua nomeação barrada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e reassumiu a chefia do serviço secreto brasileiro.

Ramagem foi alçado ao posto de chefe da Abin no início do governo por sua proximidade com a família de Jair Bolsonaro, de quem fez a segurança durante a campanha eleitoral de 2018. Desde então, ele se aproximou dos filhos do presidente e passou a ter passe livre no Palácio do Planalto. No início da sua gestão, o delegado licenciado atuava com discrição. Há quase um ano, porém, resolveu se expor nas redes sociais, onde passou a contrariar a tradição da Abin, manifestando publicamente as suas opiniões.

Em suas postagens, o diretor-geral da agência, que planeja concorrer a deputado federal pelo Rio, defendeu a posição de neutralidade do Brasil na guerra da Ucrânia e celebrou o arquivamento de um inquérito envolvendo Bolsonaro. Essas publicações têm incomodado alguns servidores da agência – que temem o que chamam de “contaminação política” do órgão de inteligência, segundo relatos. Para concorrer nas eleições em outubro, Ramagem precisa deixar o cargo até 2 de abril.

A administração de Ramagem foi marcada por polêmicas envolvendo os filhos do presidente da República. Em 2020, a Abin foi investigada pela suspeita de ter produzido um documento com orientações para a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas”. Uma sindicância concluiu que o relatório era falso e que havia sido confeccionado por um servidor da agência, mas de forma independente. A denúncia foi arquivada.

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