Terça-feira, 21 de janeiro de 2025
Por Redação O Sul | 4 de janeiro de 2023
Moradores de Carazinho, Juliana e Igor não fazem contato com familiares e amigos desde o dia 18.
Foto: Reprodução/FacebookApós quase duas semanas de desespero pelo desaparecimento de um casal da cidade gaúcha de Carazinho (Região Norte) durante viagem a São Paulo, familiares receberam o aviso de que ambos estão vivos. Mas a notícias não são boas: Juliana Nascimento, 31 anos, e Igor Cabral, de 26, permanecem presos no Líbano desde o dia 29 de dezembro, em um possível caso de tráfico internacional de cocaína.
De acordo com informações de um jornal on-line publicado no Brasil para imigrantes do país do Oriente Médio, os dois tentaram entrar na capital Beirute com cerca de 1 quilo da droga, distribuída em cápsulas dentro de seus estômagos. O embarque havia sido realizado no Aeroporto de Guarulhos (SP), com escala no Catar.
Outra notícia desalentadora às famílias e amigos de Juliana e Igor é que, se houver condenação pelo crime, as sentenças deverão ser cumpridas no sistema penal libanês, já que o país não mantém acordo de extradição com o Brasil.
A mãe do homem preso relatou que o aviso da prisão foi realizado por meio de telefonema de autoridades de Beirute. O Ministério das Relações Exteriores, por sua vez, confirmou ter recebido informações da Embaixada brasileira na capital libanesa e que prestará assistência aos dois cidadãos detidos fora do País, dentro das possibilidades diplomáticas.
Desaparecimento
Juliana (natural de Belém do Pará) e Igor (nascido em Carazinho) mantém relacionamento amoroso desde 2020 – ela mora com o companheiro na cidade gaúcha. Eles haviam partido com destino a São Paulo no dia 13 de dezembro, na primeira viagem do casal à maior cidade brasileira, alegando que o objetivo era fazer compras de artigos de vestuário.
Passados cinco dias desde o embarque de ônibus para o Centro do País, a comunicação por meio de ligações ou mensagens foi interrompida. A Polícia Civil foi então acionada e, de tudo que os investigadores sabiam até vir à tona o incidente no Líbano, o fato é que ambos haviam efetivamente chegado à capital paulista, onde permaneceram por pouco tempo hospedados em um hotel.
(Marcello Campos)
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