Sábado, 11 de janeiro de 2025
Por Redação O Sul | 10 de março de 2023
Nikolas ainda afirmou que está acontecendo uma “indignação seletiva”.
Foto: Reprodução/TV CâmaraO deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que “o ativismo LGBT é o mais persecutório que existe”.
Ele é acusado de transfobia e foi alvo de pedidos de cassação depois de, na última quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, ter feito um discurso no plenário da Câmara dos Deputados vestindo peruca e alegando que se sentia uma mulher transsexual e, por isso, teria “lugar de fala”.
“O ativismo LGBT é o ativismo mais persecutório que existe. Ou você concorda, ou você deve ir para a cadeia”, declarou Nikolas.
Durante o vídeo ele retoma falas semelhantes às que fez na tribuna da Câmara, dizendo que atletas mulheres trans obtém vantagens ao praticar seus esportes.
“Se eu não me coloco nessa guerra para poder atacar e dizer o que eu penso, eles vão ir nos silenciando”, disse o deputado.
Nikolas ainda afirmou que está acontecendo uma “indignação seletiva”, e que “você pode discutir o uso da peruca, mas isso passa longe de ser um ato antidemocrático”.
Alvo de pedidos de cassação protocolados por deputados federais do PSOL, PDT e PSB pediram sua cassação, ele declarou: “Isso beira a infantilidade. O artigo 53 me dá total liberdade para palavras, votos e opiniões ali na tribuna.”
“O que eles estão querendo fazer é uma retaliação para tentar me parar e colocar panos quentes no posicionamento conservador”, acrescentou Nikolas, que concluiu o vídeo dizendo que “vai precisar de muito mais pressão e de muito mais retaliação para me balançar”.
Notícia-crime
A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), líder do PSOL, disse que a legenda vai apresentar uma notícia-crime ao STF. Se aceita, a notícia-crime se tornará uma ação penal, e o deputado responderá na condição de réu.
“Nada mais típico do que um machista desocupado do que fazer isso justamente no dia 8 de março. Tentou fazer uma piada de algo que não tem graça. A expectativa de vida da população trans é de cerca de 27 anos”, afirmou.