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Geral Desembargador do Maranhão investigado por suposta venda de sentenças para traficantes se aposenta por invalidez

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Em março deste ano, segundo folha de pagamento do TRF1, o salário líquido de Cândido Ribeiro correspondia a R$ 53.591,79. (Foto: Reprodução)

O desembargador federal Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), se aposentou por invalidez, segundo publicação do Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (2).

O magistrado é investigado no âmbito da “Operação Habeas Pater”, deflagrada em março deste ano pela Polícia Federal. Ele é suspeito de vender sentenças judiciais a traficantes. O filho de Cândido, o advogado Ravik de Barros Bello Ribeiro, também é investigado.

Em março deste ano, segundo folha de pagamento do TRF1, o salário líquido de Cândido Ribeiro correspondia a R$ 53.591,79. Após os descontos, o desembargador tinha uma remuneração de R$ 36.663,50.

Cândido Ribeiro é natural de São Luís, no Maranhão, e foi nomeado juiz do TRF1 em 1996, “após ter sido indicado, em lista tríplice, por merecimento”, de acordo com o site do tribunal. Entre 2014 e 2016, foi presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

A operação policial da qual Cândido foi alvo combate possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, e cumpre nove mandados de busca e apreensão, determinados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pai e filho podem responder pelos crimes citados acima e, se condenados, ficar presos por até 12 anos.

Entenda

As investigações começaram em 2021, com a primeira fase da operação Flight Level, que foi montada após um traficante internacional de drogas ter sido flagrado com 175 quilos (kg) de cocaína em Lisboa. A droga havia sido transportada em um avião executivo que partira de Belo Horizonte.

Na segunda fase da operação, a PF disse haver indícios segundo os quais os investigados fariam parte de uma “organização criminosa maior, voltada ao tráfico internacional de drogas, à lavagem de dinheiro e à prática de crimes financeiros”.

Segundo a Receita Federal, que colabora com o caso, parte dos investigados se passava por empresários do setor financeiro, tendo aberto empresas apenas para movimentar o dinheiro ilícito. Ainda de acordo com o órgão, as empresas foram abertas em nome de laranjas, “pessoas sem capacidade econômico-financeira”.

A terceira operação, a Habeas Pater, foi deflagrada somente para apurar a existência de um braço da organização criminosa no Judiciário brasileiro. As informações são do portal de notícias G1 e da Agência Brasil.

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