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Esporte Mundial de Clubes: favorito na final, Manchester City mostrou pontos que podem ser explorados pelo Fluminense

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Haaland foi cortado e não jogará contra o Fluminense.

Foto: Reprodução
Haaland foi cortado e não jogará contra o Fluminense. (Foto: Reprodução)

O aguardado confronto se confirmou. O Fluminense decidirá o título do Mundial de Clubes contra o Manchester City, que bateu o Urawa Reds, do Japão, por 3 a 0, em Jidá, na Arábia Saudita. O favoritismo dos ingleses, na próxima sexta-feira, às 15h (de Brasília), é indiscutível. Mas aos tricolores é permitido, sim, sonhar. Ainda que com moderação.

A esperança tricolor está justamente no estilo de Fernando Diniz, que deve estar estudando em detalhes a partida dos ingleses. O futebol corajoso do Fluminense – que, muitas vezes, o expõe em demasia na defesa – diante de grandes adversários é o que pode tirar o City da sua zona de conforto. Os ingleses praticamente não foram atacados pelos japoneses, muito pela falta de qualidade técnica do adversário.

Ao contrário do Urawa, o Fluminense é uma equipe que também propõe o jogo e gosta da posse de bola. Os contra-ataques do tricolor costumam ser bem trabalhados, de pé em pé, como treina incansavelmente o técnico. O City não verá um adversário totalmente recuado, se defendendo em sua área à espera de uma bola.

De Bruyne e Haaland

Como o volante Rodri disse após a partida, o atual City ainda busca a sua melhor versão. O campeão inglês e europeu não se encontrou na temporada por diversos motivos. Alguns deles são os desfalques de importantes nomes. Horas antes do jogo contra os japoneses, o clube anunciou os cortes dos lesionados Haaland, De Bruyne e Doku da competição. Motivo de sobra para a crença tricolor crescer.

As ausências dos craques não tornam o City menos favorito. O clube inglês continua sendo o time a ser batido no mundo, e Guardiola é mestre em tirar coelhos da cartola. Mas, sem Haaland e De Bruyne, a equipe perde em qualidade no meio-campo e nas finalizações. Um dos motivos, inclusive, do momento de instabilidade que vive na atual temporada, pois não conta com o belga desde agosto, e perdeu a referência na área nas últimas partidas sem o norueguês.

Um time em formação está mais exposto ao erro. O City apresentou dificuldade na saída de bola diante de um time bem mais fraco. Não foram poucas as vezes que o goleiro Ederson e a zaga formada por Stones e Akanji se enrolaram sob a mínima pressão japonesa. Um ponto a ser explorado pelo ataque tricolor.

O desafio, no entanto, é enorme. Na sua última partida do ano, o tricolor terá de tirar fôlego da vontade de fazer História diante de uma equipe superior e que está na metade da temporada. A intensidade de jogo é o principal abismo entre europeus e o resto do mundo. O City não precisou acelerar diante dos japoneses, mas tem capacidade para fazê-lo se necessário.

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