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Política Ex-ministro Silvio Almeida presta depoimento à Polícia Federal sobre denúncias de assédio e importunação sexual

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O depoimento é considerado uma das últimas etapas da investigação.

Foto: Renato Araujo/Câmara dos Deputados
O depoimento é considerado uma das últimas etapas da investigação. (Foto: Renato Araujo/Câmara dos Deputados)

O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida prestou depoimento à Polícia Federal (PF) por mais três horas nesta terça-feira (25). Almeida respondeu aos questionamentos dos investigadores sobre denúncias de assédio sexual. O ex-ministro foi confrontado com quatro depoimentos de denunciantes, entre eles, o da ministra da Igualdade Racial Anielle Franco.

O depoimento é considerado uma das últimas etapas da investigação. A PF começou pelos depoimentos das vítimas e agora, com os esclarecimentos de Almeida deve encerrar o inquérito.

Há duas semanas, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou, por mais 60 dias, o inquérito para que a PF finalize a apuração. O relatório deve ser enviado antes. O caso tramita no STF porque os atos ilícitos atribuídos ao ex-ministro foram supostamente cometidos enquanto ele ainda ocupava cargo no primeiro escalão do governo, que “atrai” a prerrogativa de foro especial.

Almeida foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 6 de setembro do ano passado, um dia depois que as denúncias foram reveladas pela ONG Me Too. O jurista nega as acusações.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco — que estaria entre as vítimas — prestou depoimento em outubro sobre o caso. Em pronunciamento oficial nessa segunda-feira (24), ela condenou falas de Almeida de que teria “se perdido no personagem”.

“A tentativa de descredibilizar vítimas de assédio sexual, minimizar suas dores e transformar relatos graves em ‘fofocas’ e ‘brigas políticas’ é inaceitável”, escreveu Anielle.

Silvio nega

Em primeira entrevista cinco meses após o episódio, Silvio disse que ficou todo esse tempo em silêncio porque “precisava entender o que estava acontecendo, cuidar da família, da saúde e ser abraçado pelos amigos”. Ele também afirmou que “não havia disposição para que fosse ouvido”, mas que chegou a hora de começar a falar sobre o assunto.

Segundo o ex-ministro, ele e Anielle Franco não conviveram durante a transição de governo, período em que ela afirmou à revista Veja que começou a importunação sexual. Silvio disse que só tem lembranças de ter encontrado a ministra em duas ocasiões.

Ele também negou ter feito sussurros eróticos e passado a mão nas pernas de Anielle por baixo da mesa em uma reunião em Brasília. “Imagine uma reunião em que estão dois ministros. Eu, sentado, na lateral da mesa; a ministra sentada na ponta, outras pessoas sentadas, o presidente da Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], e logo na minha frente o diretor geral da Polícia Federal. Eu passaria a mão nas pernas de uma ministra numa reunião na frente do diretor geral da PF? Isso é um descalabro”, declarou ao UOL.

Silvio relatou que essa reunião em Brasília foi para falar sobre casos de racismo nos aeroportos, que ele e a ministra tinham visões diferentes de como tratar a questão e que ela foi desrespeitosa com ele. “Comecei a dar opiniões e, em determinado momento, ela pega meu braço e fala mais ou menos assim: ‘Em todo lugar você quer dar aula. Aqui não é lugar de dar aula’. Eu me calei. Tinha outro compromisso e saí da reunião. Minha secretária executiva acompanhou o restante.”

“Ela fingia ter comigo uma intimidade que nunca teve, falando comigo daquele jeito. Achei inadequado e eu dei uma determinação no ministério: ‘Só vamos falar de questões relacionadas à política de igualdade racial dentro dos limites da competência do Ministério dos Direitos Humanos. Não vamos nos meter nas políticas de promoção da igualdade racial’”, acrescentou.

 

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