Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Cláudio Humberto | 26 de fevereiro de 2025
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O tal “Plano de Transformação Ecológica” anunciado por Fernando Haddad (Fazenda) na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), na verdade trata-se apenas de mais uma ideia do ministro “Malddad” para criar impostos e novos gastos públicos. Quase todo o financiamento, por exemplo, depende da emissão de títulos públicos (dívida a ser paga no futuro pelo Tesouro), de fundos públicos, e da criação do “imposto do pecado” na reforma tributária.
Dívida contraída
A única parte do plano cumprida desde o anúncio foi a emissão de R$20 bilhões em títulos, que na verdade são dívida a ser paga no futuro.
Ainda sem futuro
A ideia de Haddad é captar investidores internacionais para iniciativas, mas o Ministério da Fazenda admite que ainda não tem investidores.
Depende dos outros
Nada existe de concreto, mas a Fazenda estima o custo anual do plano de Haddad entre US$130 (R$747) bilhões e US$160 (R$920) bilhões.
Interesse claro
A primeira autoridade a apoiar o plano de Haddad foi Marina Silva (Meio Ambiente), que aproveitou encontro de prefeitos para fazer lobby.
Câmara aprovará ‘alguma anistia’, diz Arthur Maia
O deputado Arthur Maia (União-BA), que foi presidente da CPMI do 8 de Janeiro, comissão que pediu o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo badernaço na Esplanada, revelou que a Câmara dos Deputados deve aprovar “algum formato” do projeto que perdoa condenados. Em entrevista ao podcast Diário do Poder, o parlamentar revelou, entretanto, que acha difícil uma anistia “ampla geral e irrestrita”.
Todos são um
Maia não acredita que a anistia a ser aprovada na Câmara “passe uma régua” para que “todo mundo possa participar de eleições”.
Sem o líder
O deputado afirmou no podcast não ter convicção do papel de liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro na organização de um “golpe”.
Narrativa
Para Maia, o que “condena” Bolsonaro são acusações contra as urnas eletrônicas e “lisura do sistema eleitoral” que o elegeu em 2018”, lembra.
Governo misógino
Como tem sido recorrente, Lula (PT) demitiu mais uma mulher do seu governo. Começou com Ana Moser (Esporte) que saiu sem conseguir despachar com o chefe. Qualquer outro seria acusado de misoginia.
Fritura à Padilha
Fazia tempo que a Esplanada dos Ministérios não via uma fritura tão demorada quanto cruel, como a que foi submetida Nísia Trindade. Tanta plantação, iniciada há quase um ano, em março de 2024, beneficiou aquele que manteve a frigideira em fogo lento: Alexandre Padilha.
Primeira derrota
A juíza federal americana Mary S. Scriven decidiu que as plataformas Rumble e Trump Media não são obrigadas a cumprir decisões do ministro Alexandre de Moraes, acusado de violar leis internacionais.
Holofotes, câmera, ação!
O STF analisará repercussão geral da Lei da Anistia, de 1979, em ação que apura a morte do ex-deputado Rubens Paiva, cuja história é relatada no filma “Ainda Estou Aqui”, que concorre ao Oscar no próximo dia 2.
Importação maligna
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou o anúncio do senador americano Mike Lee de que comissão do Senado dos EUA virá ao Brasil este ano para investigar acusações contra Alexandre de Moraes, ministro do STF: “Moraes está tentando exportar esse vírus para os EUA”.
Só o segundo mês
O governo Lula nada entrega, mas até esta sexta (28), em apenas dois meses, terá tomado mais de R$717,2 bilhões do pagador de impostos, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo.
É consenso
A pesquisa CNT/MDA que aponta a rejeição a Lula (PT) em 44% é a quarta a apontar o derretimento na avaliação do petista, nas últimas semanas, após Gerp (44%), Datafolha (41%) e Paraná Pesquisas (45%).
Campanha na rua
Em desgraça perante o eleitorado, como mostram as pesquisas, Lula viaja nesta quinta-feira (27) para Santos (SP), a fim de firmar a concessão do túnel que liga a cidade do litoral paulista ao Guarujá.
Pensando bem…
…agora é verdade eçe bilete: Nísia Trindade finalmente demitida do Ministério da Saúde.
PODER SEM PUDOR
Lição inesquecível
José Américo de Almeida governava a Paraíba, em 1951, quando o Estado enfrentou uma seca dramática. Certo dia, no palácio, recebeu o prefeito de uma das cidades mais castigadas. Tudo o que o homem queria era um caminhão para transportar alimentos para seus munícipes mais carentes. José Américo respondeu que seria difícil atender o pedido, a cidade era muito distante da capital, sairia caro demais. O prefeito perdeu a paciência e deu uma lição que o “Velho”, como era conhecido, afirmaria mais tarde que jamais esqueceu: “É longe, não, governador. Fica no mesmo local onde o senhor foi pedir votos para se eleger governador.”
(Cláudio Humberto – @diariodopoder)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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