Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 27 de fevereiro de 2025
A saída de Nísia foi oficializada na terça-feira (25). Ela será substituída por Alexandre Padilha
Foto: Ricardo Stuckert/PRO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (27) que o governo precisa de mais “agressividade política” ao justificar a demissão de Nísia Trindade do Ministério da Saúde. O chefe do Executivo disse esperar concluir a reforma ministerial após o feriado de Carnaval.
“A Nísia era uma companheira da mais alta qualidade, minha amiga pessoal, mas estou precisando de um pouco mais de agressividade na política, que o governo tem que aplicar, mais agilidade, mais rapidez. E, por isso, estou fazendo algumas trocas. Espero que depois do Carnaval eu conclua o que quero mudar”, declarou em entrevista.
A saída de Nísia foi oficializada na terça-feira (25). Ela será substituída por Alexandre Padilha, que atualmente comanda a SRI (Secretaria de Relações Institucionais). Lula afirmou que já escolheu quem ocupará a vaga de Padilha, que é responsável pela articulação política com o Congresso Nacional.
“Já tenho a pessoa escolhida, mas não posso avisar porque não conversei com a pessoa ainda. Não quero que a pessoa saiba que ele vai ser ministro ou ela vai ser ministra pela Record. Quero que saiba da minha boca”, disse.
Entre os cotados para a vaga estão a deputado Gleisi Hoffmann (PR), atual presidente nacional do PT; o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE); e o líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (AL).
Na entrevista, Lula ainda afirmou ter um governo “amplo” e que analisa as trocas na Esplanada com “muito carinho e cuidado” e “tranquilidade”. Apesar disso, disse que as mudanças são o “momento difícil” de um governo.
“Aprendi uma coisa: você nunca chame para o governo quem você não pode tirar”, afirmou. A reforma ministerial é esperada desde o fim de 2024. Partidos do Centrão pressionam por mais espaço no governo em troca de apoio no Congresso. Ao mesmo tempo, o Executivo busca reverter a queda na popularidade.