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Por Redação O Sul | 11 de maio de 2017
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a retirada do sigilo das delações premiadas do casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura. Os dois são investigados por indícios de terem recebido dinheiro de caixa 2 por trabalhos em campanhas eleitorais. O ministro também retirou o sigilo da delação de André Luis Reis Santana, funcionário do casal.
Apesar da retirada do sigilo, o documento com as delações ainda não foi disponibilizado no sistema do STF. Moura e Santana atuaram nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014). O casal foi preso em fevereiro do ano passado e solto em agosto.
A delação premiada, proposta pela defesa e aceita pelo Ministério Público, foi homologada em abril pelo ministro. O acordo tramita no STF por envolver autoridades com o chamado foro privilegiado, como ministros e parlamentares.
Em fevereiro deste ano, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato na primeira instância, condenou os dois a 8 anos e quatro meses pelo crime de lavagem de dinheiro. Atualmente, João Santana e a mulher cumprem pena em liberdade provisória.