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Brasil Conselho de Administração da JBS/Friboi rejeita pedidos do BNDES e defende a permanência de Wesley Batista na presidência da empresa

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Os irmãos Wesley (E) e Joesley Batista. (Foto: Folhapress)

O Conselho de Administração da JBS/Friboi afirmou nesta segunda-feira (28) que os pedidos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) para a retirada do presidente-executivo da companhia, Wesley Batista, e contratação de auditoria externa para apuração dos fatos narrados nas delações premiadas dos irmãos Batista seriam prejudiciais para a empresa.

O BNDES afirmou em meados deste mês que vai defender em assembleia de acionistas da processadora de carne marcada para sexta-feira (01) a abertura de processo de responsabilidade contra os irmãos Wesley e Joesley Batista e outros ex-executivos da empresa por prejuízos causados à companhia.

O processo defendido pelo BNDES é decorrente das delações premiadas dos Batista e de ex-executivos da JBS e da holding J&F acertadas em maio e que forçaram a gigante do processamento de carne a iniciar um programa de venda de ativos para levantar 6 bilhões de reais.

Segundo comunicado da JBS publicado nesta segunda, “há razões concretas que permitem crer que o impedimento do senhor [Wesley] Batista, consequência da ação de responsabilidade contra ele, seria neste momento prematuro e, portanto, prejudicial à companhia”.

A empresa afirmou ainda que não existem “elementos objetivos fundados em estudos e avaliações profissionais capazes de imputar ao senhor Wesley Batista a autoria de dano à companhia”.

Ação contra Joesley

Braço de participações do BNDES, o BNDESPar pedirá aos demais acionistas da JBS a abertura de processo de responsabilidade civil contra controladores e ex-administradores da companhia pelos danos causados “em razão dos atos ilícitos confessados” em delação premiada.

O pedido será feito em assembleia de acionistas solicitada pelo próprio BNDESPar, que é o maior minoritário da empresa, com 21,3% de participação, e marcada para o dia 1º de setembro. O banco publicou em sua página da internet como votará nas matérias que serão discutidas em assembleia.

Além do pedido para processar os controladores e os ex-administradores Joesley Batista, Florisvaldo Caetano de Oliveira e Francisco de Assis e Silva, o banco quer a contratação de uma auditoria forense externa para quantificar os danos gerados à empresa e identificar se há outros responsáveis.

O pedido de convocação de assembleia foi anunciado pelo presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, assim que assumiu o cargo, em junho. Ele tem o apoio de outros minoritários, que gostariam de retirar os irmãos Batista do comando da empresa.

Paulo Rabello chegou a falar em pedir o afastamento da família Batista. A proposta entregue à companhia, porém, pede um processo de responsabilidade civil. O BNDES anunciou que optou por não realizar o a revisão do valor das ações da JBS, o chamado “teste de impairment”, diante da grande volatilidade ainda provocada pelas delações.

No documento publicado em sua página, o BNDES diz ainda que votará contra o aumento dos administradores, alegando que a proposta “carece de informações suficientes que justifiquem o substancial incremento de remuneração, não estando em linha com os princípios da transparência”.

Wesley Batista evitou comentar as manifestações do BNDES, acionista da JBS, que informou que defenderá em assembleia marcada para 1º de setembro abertura de processo de responsabilidade contra os irmãos Batista e outros ex-executivos do grupo. O BNDES afirmou ainda que vai defender na assembleia de acionistas a saída de Wesley da presidência-executiva da JBS.

Segundo Batista, a reunião de setembro será “uma ótima oportunidade para mostrar o que foi feito”, disse ele referindo-se às medidas de ajuste da JBS após o estouro do escândalo criado pelas delações. A JBS aproveitou a assembleia para pedir um aumento de R$ 10 milhões na remuneração dos administradores, principalmente seus conselheiros, alegando que terão que participar de mais reuniões para implantar sistema de governança na empresa. (Folhapress)

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