Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 4 de outubro de 2017
Funcionários de dois hotéis de Las Vegas estão usando temporariamente detectores de metal portáteis para examinar malas. A medida é uma tentativa de melhorar a segurança depois que o contador aposentado Stephen Paddock abriu fogo contra centenas de pessoas que estavam em um festival de música country, matando 59 e ferindo mais de 500.
Repórteres do jornal Las Vegas Review tiveram a bagagem revistada pelos detectores nos hotéis Wynn e Encore na terça-feira (3). Investigações apontaram que Paddock entrou no hotel Mandalay Bay com 23 armas – que seriam apenas parte das mais de 40 de propriedade do atirador.
Ambos os resorts são administrados pelo magnata Steve Wynn. Um porta-voz das redes hoteleiras afirmou ao Las Vegas Review que a medida foi colocada em prática na manhã de segunda-feira, quando a polícia ainda não sabia se havia mais atiradores envolvidos na ação. Ele ainda ressaltou que as revistas nas malas e hóspedes são feitas quando eles “acreditam ser necessário”.
Ainda na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não sabia se Paddock tinha algum vínculo com o grupo jihadista Estado Islâmico. “Não tenho ideia”, disse o republicano aos jornalistas a bordo do Air Force One, durante a viagem de volta de Porto Rico, região visitada por ele para ver os estragos provocados pelo furacão Maria.
O episódio foi o pior ataque a tiros da história recente dos EUA. Muitas pessoas se feriram com os tiros, mas várias outras sofreram durante o caos para tentar escapar da tragédia. Diversos feridos ainda estão em situação crítica.
Autoridades pedem que a população doe sangue e estabeleceu uma linha telefônica para reportar casos de pessoas desaparecidas, ajudando a acelerar a identificação dos mortos e feridos.
O líder da Comissão do Condado de Clark, em Las Vegas, agradeceu aos policiais pela rápida resposta no dia da tragédia e elogiou o apoio da comunidade. Mais de 25 mil pessoas já fizeram doações a fundos de ajuda às vítimas, e as filas para doação de sangue chegavam a ter espera de 8 horas.
O Centro Médico Universitário do Sudeste de Nevada foi um dos muitos hospitais que acabou sofrendo com a superlotação. “Todo leito estava ocupado”, disse Coates. “Tínhamos pessoas nos corredores, do lado de fora e mais ainda chegando.”
O cirurgião explicou que os feridos atendidos diziam que o ataque tinha sido diferente em razão do uso de uma arma mais poderosa que o normal. “Não era uma arma normal. Era algo que fazia muitos estragos ao atingir o corpo.”
O presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou o atirador como “demente” e “um indivíduo muito, muito doente”. Questionado sobre a legislação de armas, o republicano afirmou apenas: “Falaremos sobre as leis de armas com o passar do tempo.”