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Por Redação O Sul | 18 de março de 2018
A Copa do Mundo da Rússia, que será realizada de 14 de junho a 15 de julho deste ano, deve contribuir para um aumento de 22% do volume de televisores vendidos no Brasil em 2018. O prognóstico é da empresa de consultoria GFK. Em 2017, foram comercializadas 10,4 milhões de unidades 2017, um incremento de 21% em relação ao ano anterior.
“O crescimento já foi de 23% em janeiro”, ressalta Gisela Pougy, diretora da consultoria. “Somente a Copa deve ser responsável por uma alta de 8%.” As fabricantes do setor se beneficiam não só por aumentar o volume comercializado, como também por uma maior rentabilidade, porque a demanda por itens mais caros sobe nos anos do evento esportivo.”
Grande parte das vendas costuma ficar concentrada no segundo semestre, mas em épocas de Copa do Mundo o cenário muda. “Há uma inversão. O fim do ano continua com muitos eventos importantes, como a Black Friday, mas o que costuma acontecer é uma antecipação das compras pelos consumidores”, ressalta Erico Traldi, diretor da Samsung.
Alguns fatores poderão equilibrar o mercado e evitar uma queda no segundo semestre, afirma Kleber Carante, da Semp TCL, que prevê uma alta de 35% neste ano: “Temos uma situação específica em 2018 que é o desligamento do sinal analógico em várias cidades, algo que começou no ano passado. Essa transição sempre impulsiona o mercado.”
Topo da pirâmide
A contratação de executivos de alto escalão teve aumento no ano passado, segundo consultorias de recrutamento. O número de admissões foi 17% maior que o de 2016 e os salários cresceram 3%, apontam dados da Page Executive.
“Em 2017, foram mais trocas por performance. Neste início de ano, tivemos 39% mais postos, motivados por crescimento econômico”, diz o diretor, Leandro Muniz. A Robert Half recrutou entre 5% e 7% mais profissionais no período. Agronegócio, varejo e setor químico demandaram mais profissionais. Os salários permaneceram estáveis.
O aumento foi de 5% em 2017 para a Exec. O segmento de bens de consumo foi responsável por 18,4% das 400 admissões. A remuneração, de acordo com a consultoria, avançou 15% no ano e o salário médio foi de R$ 45 mil. “As companhias têm concentrado processos seletivos neste semestre devido à insegurança causada pela eleição”, diz o sócio André Freire.
A Simpress, que fornece serviços de impressão para empresas, vai investir R$ 90 milhões para adquirir novos equipamentos, segundo o presidente, Vittorio Danesi. Cerca de 60% do montante será destinado à renovação das impressoras, e o restante será necessário para atender aos novos contratos, detalha. O valor é R$ 20 milhões superior ao aportado em 2017.
“Desde setembro enxergamos uma evolução. Vários setores que tinham reduzido sua atividade de maneira muito expressiva, como a indústria automobilística e a construção civil, têm aumentado a demanda”, destaca Freire.