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Brasil Mesmo após um acordo com o governo sobre a greve, os caminhoneiros continuam protestando nas estradas brasileiras

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A alta no preço dos combustíveis motivou a paralisação da categoria. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Pelo quinto dia seguido, caminhoneiros realizam nesta sexta-feira (25) manifestações em rodovias de diversos Estados brasileiros, entre eles o Rio Grande do Sul, e no Distrito Federal. Os atos fazem parte da mobilização da categoria contra a disparada do preço do diesel.

No RS, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou a existência de uma barricada de pneus no quilômetro 0 da BR-448, a Rodovia do Parque, no sentindo interior-Porto Alegre. Uma barricada com fogo foi registrada no quilômetro 254 da BR-116, em Sapucaia do Sul, no sentido interior-Capital.

Na noite de quinta-feira (24), o governo federal e representantes dos caminhoneiros fecharam um acordo para suspender a greve por 15 dias. No entanto, não houve consenso geral por parte das entidades que representam a categoria, e as manifestações prosseguem.

Proposta do governo

O acordo foi anunciado pelo governo após uma reunião de mais de seis horas com representantes dos caminhoneiros. Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eduardo Guardia (Fazenda) e Valter Casimiro (Transportes) assumiram os compromissos de zerar a (Cide Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e fazer com que a Petrobras mantenha a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias durante 30 dias.

Os representantes das entidades de caminhoneiros que ficaram até o final da reunião se comprometeram a “apresentar aos manifestantes” os termos do acordo. De acordo com o ministro da Casa Civil, a União Nacional dos Caminhoneiros não assinou o termo do acordo.

Porto Alegre

Em Porto Alegre, em razão da falta de combustíveis, os ônibus urbanos funcionam normalmente apenas em horários de pico nesta sexta-feira: até as 8h30min e entre 17h e 19h30min. Nos demais horários, as viagens são realizadas com intervalos de uma hora, conforme tabela de final de semana. O Trensurb opera normalmente na Capital e Região Metropolitana.

Gasolina

Há falta de gasolina em todos os municípios do Rio Grande do Sul, com exceção de alguns postos. Já na quinta-feira, os postos de Porto Alegre e do interior do Estado amanheceram com longas filas, enquanto diversos estabelecimentos não tinham mais gasolina para oferecer aos clientes em razão da greve dos caminhoneiros. As filas começaram a se formar na noite de quarta-feira (23). A situação preocupa os motoristas.

Supermercados

O presidente da Agas (Associação Gaúcha de Supermercados), Antônio Cesa Longo, informou na manhã de quinta-feira, por meio de nota, que se agravaram os problemas de abastecimento de mercadorias para os supermercados gaúchos em decorrência da paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil. Há risco de falta de produtos perecíveis.

O dirigente salientou que esses estabelecimentos possuem um estoque médio de segurança de 15 dias nos produtos não perecíveis, em que se enquadram itens de mercearia (massas, biscoitos, grãos, leite, açúcar, bebidas, farináceos, matinais, condimentos, doces, bombonière etc.), higiene e beleza, limpeza, bazar e não alimentos em geral. “Com relação a esses produtos, não há risco de desabastecimento para o consumidor final em um curto prazo”, destacou Longo.

A situação mais preocupante recai sobre os perecíveis, que não são estocados pelos supermercados devido ao curto prazo de validade. “A partir dos próximos dias, se a situação não se normalizar, poderá haver desabastecimento em itens de hortifrúti, carnes, frios e laticínios refrigerados, por exemplo”, explicou o presidente da Agas. Segundo Longo, os problemas vão aumentar gradativamente, à medida que os supermercadistas não conseguirem repor as mercadorias vendidas nas lojas do setor.

 

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