Domingo, 06 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 16 de agosto de 2018
O julgamento das duas mulheres acusadas pelo assassinato, no ano passado, de um irmão do ditador norte-coreano Kim Jong-un vai prosseguir após um juiz determinar que há evidências suficientes, anunciou nesta quinta-feira (16) um tribunal da Malásia.
Depois de ouvir as alegações da Promotoria, o tribunal de Shah Alam, perto de Kuala Lumpur, considerou as provas apresentadas contra a indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Thi Huong suficientes para apoiar a acusação de homicídio com premeditação, afirmou o presidente da Corte, Azmi Ariffin.
Na audiência anterior, em junho, o juiz informou que anunciaria uma decisão em 16 de agosto, que poderia ser a absolvição ou a continuidade do julgamento para permitir que as acusadas apresentem uma defesa diante as acusações.
O irmão de Kim Jong-un foi assassinado em 13 de fevereiro de 2017 no aeroporto de Kuala Lumpur por duas mulheres que jogaram no rosto da vítima a substância neurotóxica VX, uma versão letal do gás sarin, considerado uma arma de destruição em massa. Kim Jong-nam morreu poucos minutos depois do ataque.
As duas acusadas negam qualquer intenção de matar Kim Jong-nam e alegam que foram contratadas para participar do que acreditavam que era um programa de TV de “pegadinhas”, mas acabaram enganadas e envolvidas em um complô de agentes norte-coreanos. Quatro cidadãos da Coreia do Norte acusados no processo fugiram da Malásia no dia do crime.
Desde o início do caso, a Coreia do Sul acusa a Coreia do Norte de ter planejado o assassinato, o que Pyongyang nega. Kim Jong-nam era um crítico do regime norte-coreano e morava no exílio. Para a acusação, o caso diz respeito a um “assassinato completamente planejado e executado” pelas duas mulheres, “treinadas” para garantir o êxito da operação. A defesa denuncia uma investigação “ruim” e pede a absolvição das acusadas.
Encontro
Representantes das duas Coreias anunciaram que realizarão uma nova cúpula entre os seus líderes em Pyongyang em setembro. Moon Jae-in será o terceiro presidente sul-coreano a viajar até a capital da Coreia do Norte, mas o primeiro em mais de uma década.
Moon Jae-in e Kim Jong-un já se encontraram em duas ocasiões, nos dias 27 de abril e 26 de maio, mas os encontros ocorreram na zona desmilitarizada que fica na fronteira entre os dois países. Representantes das duas Coreias anunciaram a reunião de setembro após uma rodada de conversações de alto nível entre autoridades de Pyongyang e Seul na cidade fronteiriça norte-coreana.
A data exata do encontro de setembro não foi anunciada. Ri Son Gwon, que representa a Coreia do Norte no diálogo com a vizinha do Sul, afirmou que é importante que os governos dos dois países se esforcem para avançar “em todos os assuntos da agenda”. “Se as questões que foram levantadas nas conversações entre países e nas reuniões individuais não forem resolvidas, problemas inesperados poderão surgir e todos os itens da agenda poderão encontrar obstáculos”, declarou.