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Brasil A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que a comunicação é um desafio para o setor

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A ministra Tereza Cristina disse que existe o que chamou de "esquizofrenia" na discussão de qualquer assunto relativo a agrotóxicos atualmente no Brasil. (Foto: Divulgação)

A comunicação com a sociedade, com os mercados, com a comunidade ambientalista e com eventuais importadores de produtos da agricultura e da pecuária do Brasil será o principal desafio da futura gestão do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). A avaliação é da responsável pela pasta a partir do dia 1º de janeiro de 2019, Tereza Cristina.

A futura ministra, que é deputada federal (DEM-MS) e hoje preside a FPA (Frente Parlamentar de Agricultura), enfatizou a importância da comunicação durante a solenidade do Prêmio CNA Agro Brasil, concedido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. O evento ocorreu na noite de terça-feira (04), em Brasília. Tereza Cristina foi uma das premiadas.

De acordo com a futura ministra, “a comunicação vai ser uma coisa muito importante para a gente abrir os olhos do mundo e mostrar que o Brasil conserva, que o País produz com qualidade, e que sua produção é sustentável. Enfim, que nós temos aqui na agricultura um número enorme de empregos de boa qualidade e que cada dia o País vai caminhar mais em frente”.

Para Tereza Cristina, a desinformação afeta a visão sobre as atividades no campo. É o caso, por exemplo, do uso comum da palavra agrotóxico em lugar de defensivos agrícolas. “Neste caso dos agrotóxicos, defensivos agrícolas ou pesticidas são sinônimos. Tudo é remédio de planta, mas existe um preconceito e desconhecimento das pessoas, por isso que a comunicação é importantíssima.”

“A gente tem que preparar a sociedade brasileira para entender cada vez mais o que o produtor faz, que é por comida barata. Agrotóxico é remédio. Usado na dose certa cura, usado na dose errada mata”, apontou. “A comunicação vai ser fundamental para explicar o momento de transição. Nós estamos passando por um momento que o Brasil vai dar uma guinada, inclusive no meio ambiente, com responsabilidade, mas sem vieses”, prometeu.

Tereza Cristina elogiou a condução do Mapa pelo atual ministro Blairo Maggi e disse que pretende “continuar a fazer o trabalho que outros ministros fizeram: abertura de mercado para o nosso setor”. “Ninguém vai inventar a roda. O que nós precisamos é fazer com que a agricultura continue a crescer e que seja respeitada no mundo como uma agricultura de ponta”, acrescentou.

Para Maggi, Tereza Cristina terá como maior desafio gerir o Mapa com mais atribuições do que tem hoje. “Esse ministério está praticamente dobrado de tamanho, com funções antagônicas e pessoas que pensam diferente”, disse ele. Além das áreas atuais, o Mapa voltará a cuidar da Secretaria de Pesca e da Secretaria de Agricultura Familiar.

No terceiro trimestre deste ano, as atividades da agricultura e pecuária foram as que apresentaram o maior crescimento econômico: aumento de 0,7% na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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