Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 29 de agosto de 2019
Na noite desta quarta-feira (28), ministro da Fazenda da Argentina, Hernan Lacunza, fez um anúncio para declarar moratória – adiamento do prazo estipulado para o pagamento de uma dívida – na dívida externa. O país solicitou reunião com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para revisar vencimentos de uma dívida de US$56 bilhões, que começam em 2021. O governo espera aliviar a pressão sobre as reservas internacionais e permitir assim que elas sejam usadas para intervir no mercado de câmbio. O objetivo é preservar o valor do peso argentino.
As medidas foram anunciadas duas semanas após as eleições primárias, quando a chapa Alberto Fernández-Cristina Kirchner surpreendeu nas urnas e alcançou 47% dos votos. Nesta quinta-feira (29), o presidente da Argentina, Maurício Macri, fez um pronunciamento sobre o assunto, e afirmou que o objetivo é reduzir o impacto da inflação e das incertezas no período pré-eleitoral, para que seja possível defender a estabilidade cambial em curto, médio e longo prazo. Em 2018, a Argentina recebeu um empréstimo de US$ 57 milhões, e a primeira parcela deveria ser paga, a princípio, no ano de 2021.