Sábado, 05 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 2 de fevereiro de 2020
Vídeo foi publicado no YouTube.
Foto: Reprodução/YouTubeUm grupo de brasileiros que está atualmente na China publicou um vídeo em apelo ao governo de Jair Bolsonaro para a retirada de cidadãos do país afetado pelo surto do coronavírus. Na carta-aberta, divulgada no YouTube na manhã deste domingo (2), eles lembram as operações de evacuação já feitas por diversos países e dizem estar dispostos a passar pelo período de quarentena fora do território brasileiro.
Cerca de 15 brasileiros aparecem no vídeo lendo trechos de uma espécie de carta-aberta, na qual lembram operações de evacuação já feitas por outros países, como Alemanha e Estados Unidos, e dizem estar dispostos a passar pelo período de quarentena fora do território chinês. O vídeo de cerca de seis minutos aponta que a embaixada da China também divulgou apoio às ações para a retirada e que o governo chinês empreende esforços indistintos para lidar com o coronavírus. Diz ainda que há crianças, homens, mulheres, trabalhadores e estudantes de diversas cidades e regiões do Brasil no país.
Todos os brasileiros terminam o vídeo dizendo: “Brasil, casa de todos nós”.
Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ser difícil a repatriação em função de custos e falta de legislação sobre quarentena.
“Custa caro um voo desses. Na linha, se for fretar um voo, acima de US$ 500 mil o custo. Pode ser pequeno para o tamanho do orçamento brasileiro, mas precisa de aprovação do Congresso”, declarou. Ele também descartou a ideia de editar uma medida provisória para agilizar o trâmite.
Além do custo da operação, Bolsonaro disse que há lacunas na legislação brasileira que podem dificultar o processo. Segundo ele, como o Brasil não tem normas vigentes sobre quarentena, seria preciso criar parâmetros nesse sentido.
“Ao trazer brasileiros pra cá, é nossa ideia colocar em um local para quarentena, mas qualquer ação judicial tira de lá. (…) Se lá temos algumas dezenas de vidas, aqui temos 210 milhões de brasileiros. Então, é uma coisa que tem que ser pensada, conversada antecipadamente com o chefe do Poder Judiciário, conversado com o Parlamento também”, disse Bolsonaro.