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Mundo Por causa da pandemia de coronavírus, Cuba proíbe os moradores de deixarem o país e isola os turistas

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O recrutamento de candidatos começará no próximo dia 24 de agosto e terminará no final de outubro. (Foto: Reprodução)

Cuba isolou em hotéis cerca de 32 mil visitantes estrangeiros enquanto eles aguardam voos de retorno para seus países, conforme informaram autoridades na segunda (23). Esta é mais uma medida de prevenção contra a Covid-19 na ilha, cujas fronteiras estão parcialmente fechadas.

“Todos os turistas que ainda permanecem no país estão em hotéis, de onde não podem sair. Quando encontrarmos turistas na rua, serão tomadas medidas para devolvê-los ao hotel”, disse o primeiro-ministro, Manuel Marrero, na televisão estatal.

Apesar do turismo ser um importante motor econômico da ilha, devido à pandemia desde terça-feira, apenas moradores entrarão no país, enquanto os visitantes deverão sair gradualmente, de acordo com a disponibilidade de voos. Todos os cubanos que entrarem no país precisarão passar por uma quarentena de 14 dias.

Até o momento, 40 casos do novo coronavírus foram detectados na ilha, todos importados ou por contato com esses casos. Segundo as autoridades de saúde, ainda não há infecções comunitárias. Porém, médicos estão monitorando cerca de 37 mil pessoas que estão sob suspeita, segundo informou o jornal Miami Herald. A única pessoa morta na ilha pela Covid-19 foi um turista italiano que chegou doente.

O governo de Cuba já havia proibido, na última segunda-feira, que cubanos deixassem o país, além de decretar o fechamento de escolas e a suspensão de transporte público inter-regional para conter a propagação da Covid-19 na ilha.

As medidas de prevenção incluem a suspensão de excursões e aluguel de carros. Dos 32 mil turistas ainda na ilha, cerca de 9.400 estão alojados em quartos e casas particulares de aluguel. Dois terços deles, em Havana.

Muitos turistas lotaram o aeroporto de Havana na segunda-feira, ansiosos para encontrar um voo de volta para seus países. A maioria dos assentos estava lotada e algumas empresas começaram a suspender suas conexões, confirmou à AFP.

O governo garantiu que transferirá gradualmente turistas dessas acomodações para hotéis, perto de aeroportos internacionais. Em Cuba, os investimentos em hotéis pertencem ao estado socialista ou são mistos, com 50% do capital privado, principalmente europeu.

Marrero esclareceu que a decisão de transferência não tem motivação econômica e que taxas similares serão aplicadas àquelas que os turistas já estavam pagando nas acomodações.

Marrero também anunciou na segunda a suspensão das aulas escolares e universitárias por um mês, bem como o regulamento de saídas para os cubanos que estão na ilha, a fim de “cuidar de sua saúde”.

A suspensão das aulas foi uma exigência de muitos cidadãos, que pediram a Cuba medidas similares às adotadas em outros países para combater a pandemia.

Na ilha, todos os eventos públicos e esportivos e todos os tipos de eventos que geram aglomeração de cidadãos já haviam sido suspensos. O governo recomendou o isolamento social dos idosos e a redução do deslocamento, mas não instituiu a quarentena obrigatória.

Médicos

Cuba colocou seus estudantes de medicina nas ruas procurando possíveis casos de problemas respiratórios. Além disso, o país confia em seu sistema de saúde que, embora com limitações financeiras e logísticas, designa um médico para cada bairro.

O governo também detectou que, apesar da sugestão de evitar viagens, 1.720 cubanos deixaram a ilha no domingo “em direção a países que têm uma complicada situação epidemiológica”.

“Seria irresponsável da nossa parte estimular esse tipo de viagem. A partir de agora, a saída dos cubanos para o exterior é restrita para cuidar da saúde do povo”, afirmou o primeiro-ministro.

As exceções serão avaliadas por razões humanitárias.

No fim de semana, à medida que a pandemia se espalha por Cuba e pelo resto do mundo, o governo cubano enviou 53 médicos e enfermeiros para o Norte da Itália, epicentro do surto da Covid-19 na Europa. Outros 140 profissionais chegaram a Jamaica no sábado (21), e mais médicos, enfermeiros e terapeutas também foram enviados a Nicarágua, Venezuela e Suriname.

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