Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 7 de abril de 2020
Ronaldinho e Assis pagaram fiança de US$ 1,6 milhão e ficarão em hotel no Paraguai.
Foto: MP ParaguaiO juiz Gustavo Amarilla, da Justiça Paraguaia, concedeu nesta terça-feira (7) prisão domiciliar a Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto Assis. Presos desde 6 de março, os dois agora ficarão em um hotel em Assunção. Eles pagaram fiança de US$ 1,6 milhão, equivalente a R$ 8,35 milhões. Foram 32 dias presos preventivamente em regime fechado. Não há prazo para que possam sair do país e seguirão com acompanhamento policial constante.
Ele e Assis foram acusados de estarem no país com passaportes falsos. Eles receberam os documentos na sala VIP do aeroporto internacional Silvio Petirossi, em Luque, cidade vizinha à capital. Os documentos tinham fotos e dados pessoais da dupla, apenas não estavam assinados. Conforme o Ministério Público, cada passaporte custaria cerca de R$ 30 mil.
O caso foi encaminhado para investigação pelo Ministério Público e do Ministério da Tributação do Paraguai. Pelo menos 15 pessoas já foram presas no caso, que envolve ainda esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e impressão de documentos falsos.
Em depoimento, Ronaldinho e seu irmão relataram ter recebido os documentos como presentes, sem saber que não eram verdadeiros.
Seus advogados esperavam que a pena fosse social, com doação em dinheiro a uma instituição filantrópica do país ou algo semelhante, e liberação para retornar ao Brasil, o que não aconteceu.
O juiz determinou a prisão preventiva da dupla na primeira audiÊncia, sob a alegação de que eles poderiam fugir do Paraguai. Três recursos para liberar os brasileiros foram negados, inclusive um pedido anterior de prisão domiciliar e a anulação do decreto de prisão preventiva.
Ronaldinho completou 40 anos no último dia 21 dentro da prisão.
Os trâmites judiciais foram prejudicados também em função da pandemia de coronavírus. Com todos os sistemas mais lentos, também atrasou o resultado da perícia dos telefones celulares de Ronaldinho e Assis, considerado fundamental pela defesa para provar que eles não tinham conhecimento da falsificação.
Os advogados dos brasileiros dizem que o empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lira, também preso preventivamente, foi o responsável por entregar a eles os passaportes falsificados. María Isabel Galloso e Esperanza Apolônia Caballero, donas das cédulas de identidade usadas para a adulteração, foram denunciadas e estão em prisão domiciliar.