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Brasil No Rio de Janeiro, escolas particulares voltam a funcionar no mês que vem

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A defesa do prefeito diz que ele vai recorrer da decisão. (Foto: Prefeitura do Rio/Divulgação)

Após reunião com representantes de escolas particulares na manhã desta segunda-feira (20), o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou que, a partir do dia 3 de agosto, as instituições privadas no município que tiverem a intenção de retornar às atividades presenciais terão autorização para voltar, de forma voluntária.

De acordo com a prefeitura, durante o encontro, representantes da Associação de Creches e Escolas Particulares (Acep) e da Associação de Escolas Particulares (Aspep-RJ) manifestaram a intenção de retomar as aulas de forma facultativa, respeitando a vontade de professores, funcionários e pais dos alunos, sob as regras definidas pela Vigilância Sanitária no mês passado e publicadas em decreto no início deste mês. Ainda esta semana, o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas do município também serão debatidas, segundo Crivella.

“Hoje (nesta segunda-feira) mesmo, de manhã, tive um encontro com representantes das escolas privadas, que querem voltar de maneira voluntária no dia 3 de agosto. De maneira voluntária, seguindo todas as regras da Vigilância Sanitária. (Com) As escolas públicas, nós conversaremos esta semana e eu anunciarei o que for decidido”,  disse o prefeito.

O município afirmou que tem a informação da vontade de as escolas particulares retomarem as suas atividades a partir de 3 de agosto. Maiores detalhes serão dados nesta terça-feira (21), em coletiva de imprensa, conforme acrescentou a assessoria do prefeito.

Crivella fez o anúncio durante a entrega de 18 equipamentos no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá. No evento, o prefeito do Rio também comentou sobre as obras de R$ 105 milhões no trecho entre Deodoro e Santa Cruz, na Avenida Brasil, com verba liberada pelo governo federal.

Procurado, o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro (Sinpro Rio), que representa os profissionais da rede privada, disse que não foi convocado para a reunião. O vice-presidente do órgão, Afonso Celso Teixeira, afirmou ter sido surpreendido com a notícia dada pelo prefeito.

“Nós fomos surpreendidos com essa notícia, porque não fomos mais convocados para nenhuma reunião desde o dia 10 de julho, quando nos encontramos com a secretária e o prefeito nem esteve presente. Nos foi dito que o plano de voltar às aulas no dia 13 de julho deveria ser prorrogado para o dia 3 de agosto, e desde então nós ficamos esperando uma nova reunião com o prefeito para que decidíssemos se éramos de acordo ou não, mas não fomos mais chamados”, contou.

No dia 4 deste mês, os professores da rede privada decidiram que não voltariam às aulas. Organizada pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio, a assembleia teve a participação de cerca de 600 docentes. Mais de 90% votaram contra o retorno imediato. Na ocasião, o encontro foi marcado pois o prefeito Marcelo Crivella declarou não ver obstáculos à reabertura de escolas porque “crianças são imunes”, o que foi combatido por especialistas. No próximo sábado, Teixeira afirma que haverá nova assembleia para tratar o tema e definir se a greve presencial continua.

“No sábado nós faremos uma assembleia. Desde o início da pandemia, nós estamos em greve: dando aulas remotas, normalmente, mas em greve, pois não concordamos em ir à escola. Pode ser que, mesmo com a decisão da prefeitura, a categoria escolha por não voltar. Se ninguém vai à escola, ela abre como?”, disse.

O professor também pontuou os motivos pelos quais o sindicato se posiciona contra a volta das aulas presenciais neste momento.

“Em primeiro lugar, nós não vemos nenhum fato novo (no panorama da pandemia) que faça com que possamos pensar em já retornar as aulas presenciais. Outro ponto é sobre a questão da presença facultativa: é uma excrescência. Na iniciativa privada, e todo mundo sabe disso, o que vale é a vontade do empregador, não do empregado. Se o professor alega algum problema ou diz que é contra a volta, ele vai acabar sendo demitido. Nós ficamos muito preocupados com essa situação”, afirmou. “Temos muita preocupação também em relação aos protocolos de segurança apresentados. Será uma dificuldade muito grande de fiscalização por parte da prefeitura e é uma falácia as escolas afirmarem que estão preparadas”, concluiu.

O Sindicato das Escolas Particulares do Rio (Sinepe RJ) afirmou que não irá se manifestar sobre a decisão de Crivella até que a prefeitura tenha uma posição oficial.

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https://www.osul.com.br/no-rio-de-janeiro-escolas-particulares-voltam-a-funcionar-no-mes-que-vem/ No Rio de Janeiro, escolas particulares voltam a funcionar no mês que vem 2020-07-20
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