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Colunistas A Alma Gaúcha, o Fogo Eterno da Liberdade

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Por mais de 200 anos, o fogo de chão da Fazenda Boqueirão, em São Sepé, foi um símbolo vivo dessa tradição.

Foto: Reprodução
Por mais de 200 anos, o fogo de chão da Fazenda Boqueirão, em São Sepé, foi um símbolo vivo dessa tradição. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

No coração do Rio Grande do Sul, onde os ventos sopram livres pelos pampas e o horizonte parece não ter fim, habita um povo cuja essência é tão vasta e indomável quanto a terra que pisam. A alma gaúcha é tecida de tradição, honra e um profundo sentimento de liberdade que transcende o tempo e o espaço. É uma chama que arde no peito de cada gaúcho, alimentada por histórias de luta, resistência e amor à terra.

Por mais de 200 anos, o fogo de chão da Fazenda Boqueirão, em São Sepé, foi um símbolo vivo dessa tradição. Era mais do que um simples fogo; era um altar onde se celebrava a identidade gaúcha, um ponto de encontro onde gerações compartilharam causos, chimarrão e a música melancólica das gaitas. Era o coração pulsante de uma cultura que se orgulha de suas raízes e de sua conexão com a natureza.

No entanto, o fogo de chão da Boqueirão foi extinto. Fisicamente, as chamas se apagaram, e o brilho que iluminava as noites frias do pampa já não se vê. Mas, no imaginário do povo gaúcho, esse fogo nunca deixará de arder. Ele vive nas memórias dos que ali estiveram, nas canções que ecoam nas rodas de chimarrão, nos versos dos poetas que cantam a bravura e a beleza do gaúcho.

A alma gaúcha é assim: resistente como a erva-mate, que sobrevive às geadas mais rigorosas, e livre como o vento que varre os campos. O fogo que ardeu na Boqueirão pode ter se apagado, mas a chama da tradição, do orgulho e da liberdade continua viva. Ela se renova a cada amanhecer, quando o sol nasce sobre os pampas e ilumina a vastidão que é o palco da vida gaúcha.

O gaúcho carrega consigo um espírito inquebrantável, moldado pela lida no campo, pela luta por seus ideais e pelo respeito às suas origens. Sua liberdade não é apenas física; é uma liberdade de alma, que o permite sentir-se parte de algo maior, algo que transcende o tempo e o espaço. É a liberdade de ser quem se é, de honrar suas raízes e de manter viva a chama da tradição, mesmo quando os ventos da modernidade sopram forte.

Assim, enquanto houver gaúchos que se emocionam ao ouvir o ronco do berrante, que se orgulham de suas bombachas e de suas botas, e que se reúnem em torno de um fogo imaginário para contar histórias e celebrar a vida, o fogo da alma gaúcha nunca se apagará. Ele continuará a arder, eterno e luminoso, no coração de cada um que carrega consigo o orgulho de ser gaúcho.

(Roberto Salvo é diretor presidente do Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado do Rio Grande do Sul – CORE-RS)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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