Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 27 de novembro de 2018
O ICST (Índice de Confiança da Construção), divulgado nesta terça-feira (27) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), subiu 2,9 pontos em novembro. Após três altas consecutivas, o índice atingiu 84,7 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (85,4 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,8 ponto.
“Nos três últimos meses, as expectativas de recuperação da demanda e de melhoria dos negócios no curto prazo aumentaram a confiança dos empresários do setor, um movimento que foi impulsionado com o desfecho das eleições. Paralelamente, o indicador de atividade mostra uma retomada ainda muito lenta, mas que já começa a repercutir sobre o emprego. Enfim, a atividade setorial ainda está muito aquém de sua média histórica, mas a direção é de retomada”, observou Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.
Em novembro, a alta do ICST foi influenciada majoritariamente pela melhora das perspectivas para o curto prazo. O IE-CST (Índice de Expectativas) subiu 4,8 pontos, atingindo 95,8 pontos, voltando ao nível de janeiro deste ano. Os dois quesitos que compõem o índice cresceram, com destaque para o indicador que mede o otimismo com a situação dos negócios nos próximos seis meses, que variou 7 pontos na margem, para 96,5 pontos.
O ISA-CST (Índice de Situação Atual) avançou 1,1 ponto em novembro, chegando a 74,1 pontos, retornando ao nível de junho de 2015 (74,2 pontos). A maior contribuição para a alta do índice veio do indicador que mede a percepção sobre momento atual, que subiu 1,9 pontos para 76,4 pontos, o maior desde março de 2015 (77,9 pontos).
O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade) do setor caiu 1,3 ponto percentual, para 64,7%. Os indicadores desagregados dos Nucis para Mão de Obra e Máquinas e Equipamentos também tiveram variações negativas: -1,4 e -1,0 ponto percentual, respectivamente.
ISA e Desconforto
Mensalmente, as empresas da construção indicam quais fatores vêm limitando o avanço da atividade do setor. Alguns desses fatores estão fortemente relacionados à percepção de crise setorial.
O Indicador de Desconforto agrega os três fatores que mais afetam negativamente o desempenho do setor: demanda insuficiente, acesso ao crédito bancário e limitações de ordem financeira. Percebe-se graficamente que, enquanto o ISA-CST tem mostrado uma tendência ascendente nos últimos meses, o índice de desconforto tem diminuído. “A despeito da melhora, ambos estão longe do patamar do período pré-crise e a percepção empresarial ainda é pessimista”, observou Ana Maria Castelo.