Um inovador ensaio clínico revelou que o consumo diário de morangos pode reduzir significativamente a dor menstrual em mulheres jovens. Esta pesquisa foi realizada pela Associação de Produtores e Exportadores de Morango de Huelva (Freshuelva), em colaboração com a Universidade de Huelva (UHU), na Espanha.
O estudo foi liderado por Elia Fernández Martínez, pesquisadora do Departamento de Enfermagem da Universidade. Durante a pesquisa, foi avaliada a ingestão diária de 250 gramas de morangos frescos por um mês em mulheres diagnosticadas com dismenorreia primária, sem que houvesse outras mudanças em seu estilo de vida.
Os primeiros resultados mostraram uma diminuição significativa da dor menstrual entre as participantes. De acordo com a escala de dores EVA, que vai de zero a dez, a média da dor relatada pelas voluntárias caiu de 7,59 para 5,68, representando uma melhora considerável na qualidade de vida durante o período menstrual.
“Este achado, embora ainda parcial, abre uma linha de pesquisa inovadora sobre o impacto que certos alimentos com alto conteúdo de compostos bioativos, como os morangos, podem ter no manejo de dores crônicas”, explica Fernández.
Além disso, a pesquisadora destaca que, ao contrário de estudos anteriores que analisaram morangos liofilizados, neste caso foram utilizados morangos frescos de Huelva, permitindo observar diferenças significativas em seus efeitos.
Pesquisa
O estudo contou com a participação de mais de 50 mulheres jovens, entre 18 e 35 anos, e foi conduzido em 2024 na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Huelva. A Freshuelva forneceu os morangos para os experimentos, garantindo que os produtos utilizados fossem frescos e de alta qualidade.
“Esta pesquisa não apenas demonstra o compromisso do setor com a inovação e a saúde pública, mas também abre uma nova via de promoção do valor nutricional e funcional dos morangos frescos de Huelva”, afirma Rafael Domínguez, gerente da Freshuelva.
Os resultados surpreenderam os pesquisadores, que não imaginavam que o consumo de morangos poderia proporcionar um alívio tão significativo para mulheres que sofrem com cólicas menstruais intensas.
A equipe de pesquisa reforça que o estudo ainda não foi concluído e que novas etapas serão realizadas para aprofundar a compreensão dos efeitos dos morangos sobre a dor menstrual.
“Nosso objetivo é continuar explorando os benefícios dessa fruta e entender melhor como seus compostos bioativos interagem com o organismo. Ainda há muito a ser descoberto”, conclui Fernández.