Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 24 de março de 2020
Dados recebidos durante a noite pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o avanço da pandemia pelo planeta foram considerados como “alarmantes” pelos técnicos da entidade com sede em Genebra.
A entidade ainda está reunindo as informações consolidadas e deve publica-los pela tarde desta terça-feira. Mas, em uma conversa com jornalistas na Suíça, representantes da agência indicaram que o mundo irá registrar um “aumento significativo” em comparação ao que existia na segunda-feira (23).
Oficialmente, a OMS contabiliza 334 mil casos até a noite de ontem, com 14,5 mil mortes. “Mas devemos nos preparar para um salto importante, com base nos dados que recebemos ao longo da noite”, indicou Margaret Harris, porta-voz da OMS.
Até hoje, 35 mil pessoas nos EUA tinham sido contaminadas pelo vírus.Dentro da OMS, uma das principais preocupações é com o destino de grandes cidades como Nova Iorque, apontava como sendo potencialmente o principal foco de transmissão dentro dos EUA.
A taxa de pessoas infectadas na cidade é cinco vezes maior que a média nos EUA. A demora em aplicar quarentenas e a densidade populacional seriam dois dos elementos que poderiam contribuir para essa proliferação.
Os dados também apontam que a cidade de Nova Iorque teria um terço de todos os casos já confirmados nos EUA. No total, 2,6 mil pessoas estão internadas na cidade e o governo apela para que os hospitais ampliem as áreas destinadas aos infectados pela doença.
Se a preocupação com os EUA cresce na agência de saúde, a realidade é que governos pelo mundo ainda não tinham proliferado medidas de proibição de viagens ao país norte-americano, como já havia ocorrido no caso da Europa.
O governo brasileiro, por exemplo, mantém as ligações aéreas com as cidades americanas, apesar de ter limitado para as capitais europeias.
De acordo com a OMS, os números que o mundo conhece hoje da pandemia são, no fundo, uma imagem do que era a transmissão há cinco ou seis dias. Para Harris, as medidas de distanciamento social são importantes. Mas apenas uma reação “agressiva” dos governos para testar, isolar e identificar as pessoas pode controlar a pandemia.
A quarentena, para ela, é importante para “comprar tempo”. Mas tais confinamentos não podem ser as únicas medidas adotadas.