Sexta-feira, 04 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 1 de janeiro de 2019
A posse de Jair Bolsonaro como presidente do Brasil teve o maior esquema de segurança já visto em Brasília. Mais de 12 mil policiais militares, civis e federais e bombeiros, além de integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, foram distribuídos em pontos-chave da Esplanada dos Ministérios e de todo o Distrito Federal. Além de uma série de medidas restritivas à circulação, mísseis antiaéreos, capazes de atingir uma aeronave a 7 quilômetros de distância, estiveram preparados para responder a qualquer sinal de hostilidade.
Por volta das 14h deu início a cerimônia de posse de Bolsonaro como novo presidente da República do Brasil. O trajeto foi marcado pela emoção do presidente eleito que acenou para os apoiantes que o aguardavam pelo caminho.
Antes de embarcar no Rolls Royce, Bolsonaro fez uma pausa para cumprimentar o padre João Firmino, da Catedral Metropolitana de Brasília. Em seguida, continuou o desfile em carro aberto, contrariando a expectativa de fazer o caminho em veículo fechado.
Antes de desembarcar no Congresso, Bolsonaro fez ainda o movimento de armas com as mãos, sinal que o caracterizou durante a campanha eleitoral. No veículo, o presidente eleito era acompanhado por Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, esposa e filho do presidente eleito.
Desde a semana passada, a Polícia Federal apura uma suposta ameaça contra Bolsonaro. O autor seria um grupo que se define como “terrorista” e reivindicou ter colocado uma bomba em uma igreja em Brazlândia, região administrativa do Distrito Federal, na madrugada de Natal. O artefato explosivo foi desarmado pela Polícia Militar.
Ainda como candidato à Presidência, Bolsonaro sofreu um atentado durante um ato público de campanha, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Enquanto era carregado por apoiadores, o então presidenciável foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira – que está preso numa penitenciária federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Durante a cerimônia desta terça, Bolsonaro usou um colete à prova de balas. Entre os 12 mil militares e policiais destacados para a segurança havia uma série de agentes infiltrados no meio do público. Atiradores de elite foram posicionados em pontos estratégicos da Esplanada.
A Esplanada e ruas próximas foram interditadas. Pela primeira vez em Brasília, soldados do Exército cercaram a parte debaixo da Esplanada e outras áreas com arame farpado e lâminas (concertina).
A partir da rodoviária do Plano Piloto foram instaladas quatro linhas de revista e detecção de metais.
A lista de proibições para quem acompanhou a posse era extensa. Entre os itens proibidos estavam bebidas alcoólicas, carrinhos de bebês, fogos de artifício, bolsas, mochilas, guarda-chuva, animais e até garrafas de água (postos para distribuição de água foram montados ao longo da Esplanada. O uso de drones também foi proibido.