Quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 24 de março de 2020
Berço da pandemia da Covid-19, a província de Hubei se prepara para sair da quarentena.
A partir desta quarta-feira (25), os moradores da região já poderão circular livremente, segundo decisão anunciada pelas autoridades chinesas.
No entanto, os habitantes de Wuhan, cidade onde foi detectado o novo coronavírus e que desde janeiro está sob confinamento, devem esperar até 8 de abril para sair normalmente às ruas.
Nas últimas semanas, o número de novas contaminações na província de Hubei foi reduzido consideravelmente. Muitos habitantes já retomaram a rotina de trabalho, e os transportes públicos voltam a funcionar aos poucos.
Uma moradora de Wuhan que se identificou apenas como Willa para a agência de notícias AFP declarou esperar com impaciência a liberdade. Segundo ela, depois de dois meses confinados, os moradores da cidades estão sob forte pressão.
Nesta terça-feira (24), a China contabilizou 78 novos casos da Covid-19, mas quase que exclusivamente identificados em pessoas vindas do exterior. Essa situação gera preocupação de uma segunda onda de contágio no país.
A situação da província de Hubei contrasta com a de muitas outras regiões do mundo, onde diversos governos aumentam as restrições de circulação para evitar a propagação do novo coronavírus.
Atualmente, cerca de 1,8 bilhão de pessoas estão em quarentena ao redor do mundo e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia da Covid-19 se acelera, com 16 mil mortes confirmadas.
A OMS pede que os países testem todos os casos suspeitos e multipliquem os pedidos de quarentena. O apelo leva em conta o fato de que sistemas de saúde, inclusive em países desenvolvidos, estão à beira de um colapso.
Depois de muita hesitação, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou na segunda-feira (23) um confinamento de pelo menos três semanas em todo o Reino Unido. Na Rússia, entra em vigor nesta semana o fechamento de todas as escolas do país.
Índia
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, determinou, nesta terça-feira, uma quarentena de três semanas em todo o país por causa do surto do novo coronavírus. Com o início da quarentena em toda a Índia, que tem 1,33 bilhão de habitantes, o número de pessoas confinadas em todo o mundo por causa da pandemia passou a 2,6 bilhões, ou um terço da população mundial, segundo levantamento da agência AFP.
A Índia tem por enquanto 482 casos da Covid-19, com 10 mortos. Mas autoridades de saúde alertaram que mais de 1 milhão de pessoas poderiam ser contaminadas sem a quarentena. O alerta levou o governo a fechar todas as escolas, o comércio não essencial e todas as viagens aéreas e terrestres.
“A única maneira de nos salvarmos do coronavírus é não sairmos de casa. Aconteça o que acontecer, fiquem casa”, disse ele em pronunciamento oficial por rádio e TV. “Todo distrito, toda rua, toda aldeia ficará em quarentena.”