Dos oito animais resgatados durante as enchentes de maio em Porto Alegre, três permanecem disponíveis para adoção no abrigo de equinos da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), localizado na Zona Sul da cidade. Outros três animais da espécie nessa situação foram adotados e dois devolvidos aos tutores.
O abrigo conta no momento com um total de 19 cavalos, incluindo seis ainda em processo de recuperação e 16 à espera de que alguém os reclame. A manifestação deve ser encaminhada em até 15 dias desde o recolhimento: após esse prazo, o animal se torna apto a receber um novo dono.
Supervisionada pela prefeitura e Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), a adoção se dá na modalidade de fiel depositário. O interessado precisa comprovar, dentre outros requisitos, que possui local em condições adequadas para o bem-estar do equino, que não poderá ser submetido a trabalho (puxar carroça, charrete ou arado, por exemplo) e práticas esportivas (saltos, corridas etc.).
A EPTC resgatou quase 350 cavalos das ruas da capital gaúcha no ano passado. Desses, 195 estavam desgarrados e 195 em condições que justificavam seu recolhimento. O total de adoções chegou a 97 no período, em um processo que também prevê o acompanhamento por meio de vistorias regulares nos novos endereços dos equinos.
Procedimento
– Os animais podem ser visitados pelos candidatos a novos tutores. Em caso de interesse, é obrigatório o preenchimento de um formulário específico, disponível no site prefeitura.poa.br (página “Carta de Servicos”) e com posterior envio dos dados pelo e-mail adote@eptc.prefpoa.com.br.
– Já o tutor de cavalo ainda mantido no abrigo municipal deve entrar em contato com a EPTC pelo telefone (51) 98131-1846, de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Exige-se o envio de uma foto do equino ou, se não houver imagem, ao menos uma descrição detalhada de características como pelagem, manchas e outros sinais particulares.
– Qualquer cidadão também pode denunciar situação de maus-tratos ou abandono de animal (de qualquer espécie), por meio das plataformas da Central de Atendimento ao Cidadão 156 (opção 1) ou então pelo telefone 118. O serviço funciona 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados. Se o fato for comprovado, o animal é recolhido para abrigo, onde recebe alimentação adequada, medicação e microchipagem.
(Marcello Campos)