As negociações para delação premiada voltaram a andar na PGR (Procuradoria-Geral da República). Ao menos 14 tratativas dentro da Operação Lava-Jato foram passadas pela gestão do ex-procurador-geral Rodrigo Janot à equipe da procuradora-geral Raquel Dodge. Nas duas primeiras semanas de trabalho, o grupo ligado a Raquel se inteirou dos procedimentos para dar início às conversas, agora conduzidas pelos procuradores designados pela nova chefe do Ministério Público Federal.
O grupo de Raquel já conseguiu analisar 10 dos 14 pedidos e, destes, estabeleceu conversas com as equipes jurídicas em 4 casos – retomando, portanto, as negociações.
O TCU (Tribunal de Contas da União) já determinou o bloqueio de R$ 7,57 bilhões em ativos de empreiteiras, executivos e gestores públicos investigados na Operação Lava-Jato por desvios na Petrobrás. As medidas, de caráter preventivo, visam assegurar o ressarcimento de prejuízos à estatal ao fim dos processos em curso na corte. Os valores, atualizados, foram levantados por técnicos do tribunal.
A indisponibilidade de bens atinge 13 empreiteiras, das quais oito integrantes do “clube” que se teria organizado em cartel para fraudar licitações e superfaturar contratos da estatal, pagando propinas a servidores e políticos. Também são alvo das medidas ao menos seis executivos e acionistas dessas construtoras e dez ex-dirigentes da companhia petrolífera.
Os bloqueios também são para cobrir superfaturamentos de R$ 2,1 bilhões em obras na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; de R$ 1,3 bilhão no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro); e de R$ 1,25 bilhão na Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná. As decisões referentes a esses casos impedem a venda ou transferência de parte dos ativos de Odebrecht, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, Iesa, Engevix e Promon, além de outras empresas e diversas pessoas físicas.