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Política Após virar réu no Supremo, Bolsonaro tenta reaproximação com nomes com quem já esteve estremecido, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Ratinho Jr.

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Mesmo sendo réu no STF, o ex-presidente busca manter sua imagem ativa no eleitorado da direita. (Foto: Antonio Augusto/STF)

Agora réu pela tentativa de golpe de Estado em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro convidou os governadores Romeu Zema, Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado a participar do ato em defesa da anistia dos presos de 8 de Janeiro, que ocorrerá no próximo fim de semana em São Paulo. A primeira manifestação, realizada em março no Rio de Janeiro, contou apenas com a presença do governador Tarcísio de Freitas.

O convite aos outros governadores, que também são postulantes à Presidência da República em 2026, ocorre em um momento de desconforto do ex-presidente com Tarcísio, que tem se lançado como um possível sucessor de Bolsonaro. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ex-presidente minimizou o favoritismo da direita pelo governador de São Paulo, afirmando que Tarcísio é “um bom político, mas tem outros.”

Nesta sexta-feira (4), Bolsonaro estará com Ratinho Jr. em Curitiba, onde almoçarão juntos e depois visitarão a Expo Londrina, uma feira de agricultura e indústria. Ratinho Jr. tem defendido o projeto da anistia, buscando conquistar a simpatia do bolsonarismo, que tem a pauta como uma prioridade.

A visita de Bolsonaro ao Paraná ocorrerá no mesmo dia em que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, lançará sua pré-candidatura à Presidência em 2026, na Bahia. Após um período de trocas de farpas, os dois governadores retomaram recentemente as conversas. De acordo com a CNN Brasil, Bolsonaro e Caiado se encontraram na última sexta (28), após o governador de Goiás ter manifestado apoio ao projeto da anistia.

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez recentemente uma publicação nas redes sociais elogiando Bolsonaro, chamando-o de “o maior líder da oposição”. O ex-presidente retribuiu o elogio publicamente.

De acordo com um interlocutor próximo aos governadores, os gestos de Bolsonaro têm como objetivo, além de ampliar o apoio à anistia, diluir o protagonismo de Tarcísio entre seus potenciais “herdeiros” na corrida pelo Planalto. O entorno de Bolsonaro acredita que, mesmo sendo réu no STF, o ex-presidente busca manter sua imagem ativa no eleitorado da direita, impedindo que outras lideranças cresçam nesse campo. Dessa forma, ele tentaria consolidar capital político para a disputa de 2026, mesmo na hipótese de ser condenado ou preso até lá.

No último fim de semana, após uma série de eventos ao lado de Tarcísio, Bolsonaro afirmou à Folha de S. Paulo que o governador de São Paulo é “um bom político, assim como tem outros.” Tarcísio é considerado atualmente o nome mais bem posicionado para suceder Bolsonaro, devido ao bom trânsito tanto na direita moderada quanto na base mais fiel ao ex-presidente. Ao contrário de Zema, Caiado e Ratinho Jr., Tarcísio mantém uma relação estreita com o pastor Silas Malafaia, aliado histórico de Bolsonaro e organizador dos atos pró-anistia. Malafaia afirmou que todos os governadores presentes ao evento poderão discursar.

Para seguir fortalecendo sua posição, Bolsonaro planeja realizar uma série de viagens, começando pelo Paraná e São Paulo, como parte de uma “turnê” por outros estados. Na próxima semana, ele acompanhará o senador Rogério Marinho (PL-RN) ao Rio Grande do Norte. O PL espera que Bolsonaro passe uma semana em cada região do país até o fim do semestre, com foco em municípios de grande densidade populacional em oito estados.

Embora a iniciativa já estivesse planejada anteriormente, os preparativos para essa agenda foram acelerados após o STF aceitar a denúncia contra o ex-presidente pela suposta tentativa de golpe. No PL, a avaliação é de que os movimentos em direção a 2026 precisam começar o quanto antes, dada a evolução do processo judicial. (Com informações da CNN Brasil e do jornal O Globo)

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