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Notícias As críticas do PT ao governo do PT

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Documento critica "porta-vozes" e "pressão" por corte de gastos. (Foto: Divulgação/PT)

Na resolução aprovada nesse sábado (7) pelo Diretório Nacional do PT, os ataques ao Banco Central e ao mercado financeiro contrastaram com críticas sutis – e vastos elogios – à política econômica do governo. “As realizações do governo são extraordinárias, mas nem sempre isso é percebido adequadamente pela sociedade, devido à timidez de vários dos nossos porta-vozes em travar abertamente o debate e a disputa política contra as forças conservadoras e reacionárias”, diz a resolução do PT, apontando, mais uma vez, a comunicação como um dos principais problemas do governo.

O documento de 10 páginas traça um diagnóstico dos resultados obtidos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o ano passado.

O partido admite que “as entregas” citadas na resolução, como redução da taxa de desemprego e menor índice histórico de pobreza no País, “não estão se traduzindo em aumento de popularidade de Lula e de sua gestão”. A resolução propõe, portanto, que Lula se engaje no embate político com “a extrema-direita” e utilize a cadeia nacional de rádio e TV para comunicar políticas públicas e disputar pautas.

Republicanismo

O documento faz ainda a ressalva de que “povo não come PIB” e, portanto, “é hora de fincar nossa bandeira em cada uma dessas casas e reconduzir esse povo ao campo de quem sempre o defendeu: Lula e o PT”. O texto final deixou de fora o trecho com críticas ao governo por “republicanismo excessivo” na liberação de verbas para emendas parlamentares.

Na resolução, o PT ataca uma série de “artimanhas” do mercado financeiro para “minar conquistas econômicas e sociais por meio da especulação”. O texto elogia o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao mesmo tempo que se manifesta contra o corte de gastos. O PT também aponta “sabotagem” por parte do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para paralisar a agenda do Palácio do Planalto por meio da elevação da taxa básica de juros, atualmente em 11,25%.

Ambiente

Segundo o partido, a equipe econômica desenhou um conjunto de medidas para melhorar o ambiente econômico do País, mas ela teria sido imediatamente impactada por um ataque especulativo. Ao mesmo tempo em que elogia a postura de Haddad e o seu pacote econômico, o PT afirma que, “em um cenário em que as elites econômicas mantêm uma postura especulativa e adversa aos interesses populares, a pressão por cortes em gastos sociais emerge como uma ameaça constante ao bem-estar social”.

O PT acusa os “especuladores” da Faria de Lima, de terem promovido “a maior alta do dólar na história” na esteira do anúncio do pacote de corte de gastos elaborado por Haddad. “Trata-se de uma manobra claramente política para debilitar o governo e impedi-lo de continuar avançando no caminho do desenvolvimento e da justiça social”, descreve a resolução do diretório nacional do PT.

Os dirigentes do partido também traçaram um panorama da correlação de forças no Congresso, do poderio da extremadireita, do cenário econômico, do contexto internacional, entre outros tópicos. A resolução vai orientar a formação de alianças para as eleições de 2026.

Serviçal

Ainda na seara econômica, o partido chamou Campos Neto de “uma espécie de serviçal do sistema financeiro que atua inventando todo tipo de falsos pretextos para que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleve os juros, em benefício dos banqueiros, e iniba a atividade econômica”. A última elevação da taxa Selic foi aprovada com votos de diretores indicados pelo presidente Lula, inclusive do próximo presidente do BC, Gabriel Galípolo. (Estadão Conteúdo)

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