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Ciência Astronautas que ficaram “presos” no espaço apontam, em primeira entrevista após a saga, culpados pelos nove meses extras

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Os astronautas da NASA Suni Williams (E) e Butch Wilmore, que voaram para a Estação Espacial Internacional na cápsula Starliner da Boeing em junho de 2024. (Foto: Nasa/Divulgação)

Após passarem 286 dias “presos” na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), os astronautas Butch Wilmore, de 62 anos, e Suni Williams, de 59, falaram pela primeira vez sobre a saga espacial mais acompanhada dos últimos anos. A missão estava programada para durar apenas oito dias, mas acabou se estendendo por nove meses após problemas na cápsula Starliner, da Boeing.

A dupla chegou à ISS em junho do ano passado para um voo teste de poucos dias da cápsula Boeing Starliner. No entanto, devido a falhas na espaçonave, a Nasa decidiu deixar os astronautas na estação e retornar a cápsula vazia. Em entrevista à Fox News, Wilmore afirmou que todos, inclusive ele, eram culpados até certo ponto pelos problemas no voo de teste com a nave da Boeing.

“Há muitas perguntas que, como comandante, eu não perguntei, então sou culpado… Admito isso para a nação. Há coisas que eu não perguntei e que eu deveria ter perguntado. Eu não sabia na época que precisava perguntar a eles, mas, em retrospectiva… alguns dos sinais estavam lá. A Boeing é a culpada? Eles são culpados? Claro. A Nasa é a culpada? Eles são culpados? Claro. Todo mundo tem uma parte nisso… Houve algumas deficiências nos testes e deficiências nos preparativos que não previmos”, disse Butch Wilmore.

Diante dos sucessivos problemas, os astronautas passaram nove meses em órbita, aguardando a chegada de novos tripulantes para substituí-los e garantir a continuidade das operações. O voo de retorno estava previsto para fevereiro, mas sofreu sucessivos adiamentos até este mês.

Embora extensa, a permanência dos astronautas na ISS não é incomum – muitos tripulantes passam meses no espaço, e alguns já ficaram mais de um ano na estação. Durante esse período inesperado, Williams e Wilmore se dedicaram a experimentos científicos, especialmente estudos sobre os efeitos da ausência de gravidade no corpo humano.

Nesse contexto, os astronautas também rebateram as alegações de que teriam sido “abandonados” no espaço:

“Em certos aspectos, ficamos presos. Em certos aspectos, talvez estivéssemos isolados. Mas da forma como foi retratado, como se tivéssemos sido esquecidos, isso não aconteceu”, garantiu Wilmore.

O prolongado tempo em órbita despertou o interesse de entusiastas do espaço e do público em geral, fascinados pelo desenrolar da missão. Os astronautas demonstraram grande entusiasmo com a experiência, compartilhando transmissões frequentes da estação e falando positivamente sobre sua estadia. Mesmo assim, a dupla reconheceu que foi um momento difícil.

“Houve momentos em que derramei lágrimas conversando com minha esposa e minhas filhas? Com certeza. Mas encaramos isso como uma oportunidade de crescimento”, finalizou o astronauta. As informações são do jornal O Globo.

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https://www.osul.com.br/astronautas-que-ficaram-presos-no-espaco-apontam-em-primeira-entrevista-apos-a-saga-culpados-pelos-nove-meses-extras/ Astronautas que ficaram “presos” no espaço apontam, em primeira entrevista após a saga, culpados pelos nove meses extras 2025-04-01
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