Sábado, 29 de março de 2025
Por Redação O Sul | 25 de março de 2025
O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, afirmou nessa terça-feira (25) que Bolsonaro fez questão de marcar presença na sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Essa foi a primeira sessão para analisar se deve ser recebida a denúncia contra Bolsonaro e outros 7 acusados de participação na tentativa de golpe de Estado em 2022.
O julgamento pode torná-lo réu. Bolsonaro chegou à Corte por volta das 9h25. A ida foi antecipada ao blog da Andréia Sadi por Paulo Cunha Bueno, advogado do ex-presidente.
Durante a sessão, a PGR, representada pelo procurador-geral Paulo Gonet, apresentou os principais argumentos que embasam a denúncia. Segundo Gonet, a organização criminosa liderada por Bolsonaro deu início, ainda em julho de 2021, a uma série de ações coordenadas para minar o Estado Democrático de Direito, culminando nos atos de 8 de Janeiro de 2023.
Gonet lembrou que, naquela data de julho, Bolsonaro realizou uma live nas dependências do Palácio do Planalto prometendo apresentar provas de fraudes nas urnas. “A partir daí, os pronunciamentos públicos progrediram em agressividade aos poderes constituídos”, afirmou o procurador. Ele destacou também que a tentativa de golpe não prosperou por conta da resistência dos comandantes do Exército e da Aeronáutica.
Após a sustentação oral da PGR, foi a vez das defesas dos oito acusados, incluindo Bolsonaro, apresentarem seus argumentos. Celso Vilardi afirmou que o ex-presidente foi “o mais investigado da história do país” e que, apesar das apurações, “não foi encontrado absolutamente nada” que o comprometa. Ele também classificou como “inepta” a denúncia da PGR e pediu que a acusação seja rejeitada por falta de justa causa.
Composta por cinco ministros, a Primeira Turma do STF vai decidir se há elementos suficientes para a abertura de ação penal. O relator, Alexandre de Moraes, já leu seu relatório e, após as falas das defesas, inicia a votação sobre as questões preliminares. Em seguida, os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin (presidente do colegiado) apresentam seus votos sobre o mérito da denúncia.
Se a denúncia for aceita, Bolsonaro e os demais denunciados passam à condição de réus e passarão a responder formalmente ao processo penal no STF. (Com informações do blog de Andréia Sadi no portal G1)