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Política Bolsonaro interrompe trégua com o Tribunal Superior Eleitoral e critica cassação de deputado estadual: “Violência”

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Presidente disse também que agora confia nas urnas eletrônicas, mas determinou que Forças Armadas acompanhem todo o processo. (Foto: Alan Santos/PR)

Após meses de trégua após os atos de 7 de Setembro, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta sexta-feira (5) o Tribunal Superior Eleitoral. Em evento na cidade Ponta Grossa, no Paraná, Bolsonaro criticou a cassação do deputado estadual Fernando Francischini. O parlamentar perdeu o cargo por ter colocado em dúvida a segurança das urnas eletrônicas horas antes das eleições de 2018.

Durante o discurso, o presidente disse que agora confia nas urnas eletrônicas porque o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, convidou as Forças Armadas para acompanhar o processo.

“Há três anos não converso com o deputado Francischini. A cassação foi um estupro. Por ter feito uma live 12 minutos antes (da eleição) não influenciou em nada, ele era deputado federal. Foi uma violência”, disse Bolsonaro.

Francischini foi cassado na semana passada pelo TSE, na primeira condenação por fake news na Corte eleitoral. A decisão atendeu a pedido feito pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). Então candidato a deputado estadual, Francischini foi investigado pro uso indevido dos meios de comunicação e por abuso de autoridade pela realização de uma live, durante o primeiro turno das eleições de 2018, na qual afirmou, sem provas que as urnas eletrõnicas estavam fraudadas para impedir a eleição de Jair Bolsonaro á Presidência da República.

Seis ministros seguiram o voto do relator, ministro Luís Felipe Salomão, que é corregedor da Justiça Eleitoral e avaliou que a conduta do hoje deputado estadual atentou contra o sistema eleitoral braisleiro e levou ao erro “milhões de eleitores”.

Após passar anos questionando a segurança das urnas eletrônicas, Bolsonaro afirmou nesta sexta que “o voto eletrônico vai ser confiável ano que vem” devido à participação de militares no processo. Isso, porém, já acontecia desde o ano passado, antes mesmo de Bolsonaro acusar, sem provas, de que o pleito poderia ser fraudado.

“Tenho tranquilidade porque o voto eletrônico vai ser confiável ano que vem. Porque tem uma portaria lá, do presidente do TSE, Barroso, convidando entidades para participar das eleições. Entre elas as nossas, as suas Forças Armadas.”

O presidente disse que “passou a acreditar” no voto eletrônico:

“E eu determinei ao ministro da Defesa, general Braga Netto que, já que fomos convidados, aceitamos. E passamos a acreditar no voto eletrônico. E nós, das Forças Armadas, com as suas equipes de inteligências, participaremos de todo o processo eleitoral, lá do código-fonte até a sala secreta.”

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