Sexta-feira, 21 de março de 2025
Por Redação O Sul | 20 de março de 2025
País, porém, está bem distante da média mundial dos juros reais, que é de 1,7%.
Foto: ReproduçãoApesar da taxa básica de juros (Selic) ter passado de 13,25% para 14,25% na quarta-feira (19), durante a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o Brasil caiu para a 4ª colocação no ranking mundial de juros reais, segundo pesquisa elaborada pela Money You e Lev Intelligence.
Segundo os dados tabulados por Jason Vieira, economista-chefe da Lev/MoneYou, apesar da alta de um ponto da Selic, os juros reais no Brasil caíram de 9,18% para 8,79%, índice abaixo de Turquia, Argentina e Rússia. Esse número é calculado levando-se e conta as projeções de inflação futura e os juros futuros, em um prazo de 12 meses. Como a previsão do mercado para os juros futuros é de queda, houve essa redução. O estudo ainda indica que, dos 40 países, 47,5% mantiveram as suas taxas, enquanto 50% cortaram. Apenas 2,5% (Brasil incluso) elevaram suas taxas.
A maior retração na lista de 40 países analisados foi na Holanda, onde os juros reais caíram 3,73%. O Brasil também ficou bem distante da média global, de 1,7%.
Como é calculada a taxa real?
A taxa real é calculada levando-se em conta a inflação projetada para os próximos 12 meses (de 5,49%, pelos dados do boletim Focus, do BC) e a taxa de juros DI (aplicada ao mercado interbancário) dos próximos 12 meses do vencimento mais líquido. É a taxa nominal descontada da inflação, e mede, por exemplo, a rentabilidade de investimentos.
Já a taxa básica de juros, a Selic, serve de parâmetro para os juros cobrados no mercado, e não leva em conta a inflação. É a taxa que aparece nos contratos de crédito, por exemplo, incluindo os imobiliários.
A Selic é também denominada de taxa nominal. Neste ranking, segundo a Money You e a Lev, o Brasil também permanece em quarto lugar, atrás dos mesmos países que lideram o ranking de juros reais: Turquia, Argentina e Rússia. A líder, a Turquia, aparece com 42,5%. A mais baixa entre os 40 países é a taxa nominal do Japão, de 0,5%. A média entre os países pesquisados ficou em 6,13%.
(Estadão Conteúdo)