Sexta-feira, 04 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 3 de abril de 2025
A polícia dos Estados Unidos investiga a morte do brasileiro Douglas Machado Coka, de 36 anos, encontrado sem vida no quintal de uma casa em Conyers, na Geórgia, na manhã do último domingo. Natural de São João de Meriti, na Baixada Fluminense (RJ), ele tinha um único ferimento de bala. Nos últimos dias, a família tem divulgado uma vaquinha virtual para custear o translado do corpo.
Segundo a imprensa americana, policiais foram acionados por volta das 8h50 (horário local) para atender a uma ocorrência com tiro na região. Ao chegarem, encontraram Douglas já sem vida. Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre as circunstâncias da morte, que segue em investigação.
Irmão de Douglas, o autônomo Eduardo Coka, de 32 anos, conta que soube do ocorrido por meio de um amigo que também vive nos Estados Unidos. Segundo ele, a informação que chegou à família é de que o corpo só será liberado após a conclusão das investigações.
“A gente tá tentando ver essa liberação do corpo, porque só libera depois que a investigação estiver concluída. E acredito que não esteja. A informação chega picotada de lá”, explica.
Ainda de acordo com Eduardo, Douglas nunca mencionou qualquer briga ou desentendimento desde que se mudou para os Estados Unidos, há pouco mais de três anos. O brasileiro deixou o Brasil em busca de melhores oportunidades.
“Queria dar um futuro melhor para a família aqui no Brasil”, conta Eduardo.
A família tem utilizado as redes sociais para divulgar uma campanha de arrecadação virtual com o objetivo de custear o translado do corpo ao Brasil. A meta é arrecadar R$ 50 mil. Até o momento, R$ 18 mil já foram doados.
Vizinhos ouviram tiro
Segundo informações da rede americana Fox News, vizinhos relataram ter ouvido um barulho alto durante a noite, mas não imaginaram que se tratava de um disparo de arma de fogo. Uma das moradoras, que preferiu não se identificar, disse ter confundido o som com o de um pneu estourando.
Outra vizinha, identificada como Stephanie Black, relatou ter ouvido um som semelhante ao de um tiro, mas não suspeitou de nada.
“Aqui não é incomum ouvir disparos, então não dei muita atenção. Agora, me sinto mal. Talvez eu pudesse ter ajudado”, disse à emissora americana. As informações são do jornal O Globo.