Quinta-feira, 27 de março de 2025
Por Leandro Mazzini | 25 de março de 2025
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editorias de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A implicância ideológica do presidente Lula da Silva e seu séquito internacional com o Governo de Israel e o premiê Benjamin Netanyahu atinge em cheio a comunidade brasileira no país do Oriente Médio. O senador Jaques Wagner (PT-BA) é o relator de dois acordos do Brasil com Israel. Mas por decisão do assessor especial do Palácio, Celso Amorim, e de Lula, por ora todos os tratados com Israel estão congelados, não terão pareceres e não poderão ser votados. Um deles trata de extensão do benefício de Previdência e prejudica os brasileiros que vivem naquele país, e contribuem com a Previdência Social lá. A cada dia que passa é mais tempo perdido. Se a obstrução permanecer por tempo indeterminado, há um risco de, em caso de voltarem ao Brasil, não conseguirem somar tempo de contribuição em Israel para efeitos de aposentadoria.
Só no leite
O senador Rodrigo Pacheco deixou a presidência do Senado, e na planície recusou convites para outros tantos irrecusáveis. A pedido do presidente Lula da Silva, não quer ser ministro da Justiça nem candidato (de Lula, frisa-se) ao Governo de Minas. Advogado, Pacheco na verdade sonha com uma vaga no STF. Por ora, no plenário, vai se concentrar em relatar um PL sobre validade mínima para leite em pó.
Sonho na Praça
Já no STF tem quem sonhe com a Presidência da República. O ministro Flávio Dino aceitou ser ministro da Corte, indicado por Lula, mas deixou seu nome à mesa do presidente caso seja opção da esquerda futuramente. Amigos próximos dizem que Dino largaria a toga na hora, se confirmado candidato de Lula.
Quiprocó histórico
Os arquivos de fotos, documentos e até roupas da exposição “Memórias Femininas da Construção de Brasília”, da pesquisadora Tânia Fontenele, há três anos na sede do Instituto Histórico e Geográfico do DF, foram retirados por ordem da direção. Isso gerou críticas veladas de alguns acadêmicos. Paulo Castelo Branco, presidente do IHG-DF, diz que a exposição era temporária, e que a realocação foi consentida com a pesquisadora.
PAC patina
Antes vitrine de Lula e Dilma Rousseff, o PAC (na 3ª versão) patina na burocracia. Dados apurados pelo vereador carioca Pedro Duarte (Novo) no TCU revelam que 49% das obras no País estão paralisadas; e 73% das atrasadas são para saúde e educação. O Rio de Janeiro é o 3º Estado com mais obras federais atrasadas, com um total de 685, das quais 472 estão paralisadas (69%) e apenas 213 estão em andamento (31%).
(@colunaesplanada)
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