Sábado, 05 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2023
Os pais da polonesa Julia Wandelt Faustyna, 21 anos, não querem se submeter a teste de DNA para verificar se a jovem é ou não filha deles e, com isso, eliminar a possibilidade de que ela seja a inglesa Madeleine McCann, desaparecida em 2007 durante férias com a família em um hotel no litoral português quando tinha 3 anos.
A informação é do jornal britânico “The Sun”, que nesta semana noticiou a disposição do casal britânico em fornecer material genético para uma comparação forense.
“Queremos ser respeitosos com os McCann enquanto não sabemos se é Julia é mesmo Madeleine”, declarou a psicóloga – e médium – Fia Johansson, que tem prestado apoio emocional à polonesa. “Se um membro atual da família fizer um teste de DNA, podemos resolver isso, mas há essa recusa.”
Julia tem utilizado uma conta nas redes sociais para publicar vídeos e fotomontagens para divulgar uma suposta semelhança com a garotinha sumida há 16 anos. Em seu perfil no Instagram, ela já conta com quase 120 mil seguidores.
Essa suposição, porém, esbarra em contradições significativas. A principal é que as idades das duas não batem: a polonesa nasceu dois anos antes da inglesa, que se estiver viva fará 19 anos em maio.
Mas Julia insiste em aspectos como um sinal de nascença em uma das pernas e uma marca em um dos olhos para dizer que há evidências de que se trate da mesma pessoa: “Acho que posso ser Madeleine, mas preciso do DNA. Além disso, fui vítima de um abusador alemão e tenho poucas lembranças da infância por sofrer de amnésia pós-traumática. Investigadores do Reino Unido e da Polônia tentam me ignorar. Me ajudem”.
Investigação
Após anos de idas e vindas na investigação sobre o desaparecimento de Madeleine McCann, em 2020 a polícia da Alemanha apontou o agressor sexual Christian Brueckner como autor de sequestro, morte e ocultação do corpo da menina – jamais encontrado. Ele cumpre sentença de sete anos em presídio no Norte do país, por ter estuprado uma turista norte-americana de 72 anos, em 2005, na Praia da Luz, em Portugal.
As autoridades lusitanas corroboraram a linha de investigação dos promotores alemães e também declararam Brueckner como principal suspeito do crime. Registros telefônicos apontaram que o tarado esteve perto do complexo hoteleiro onde Madeleine desapareceu mas, até o momento, nenhuma acusação formal foi feita contra ele no âmbito desse caso.