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Mundo Com política anti-imigração de Trump, cubanos desistem dos EUA e buscam refúgio no México

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O governo de Trump também militarizou a fronteira com o México para impedir a entrada irregular de migrantes. (Foto: Reprodução)

Aos 70 anos, Regla Martínez foi embora de Cuba para se reunir com sua filha e suas netas nos Estados Unidos. No entanto, com a campanha anti-imigração do presidente Donald Trump, Martínez mudou sua rota e foi para o México.

— Tenho uma filha e quatro netas nos Estados Unidos, mas agora o plano é ir até o México e trabalhar — explicou ela à AFP no posto migratório de Danlí, em Honduras, na fronteira com a Nicarágua.

Martínez viaja acompanhada de seus filhos Elier, de 41 anos, e Niurka, de 48, que também descartou ir aos EUA, embora sua filha viva no país.

— Quero ficar no México, onde minha filha pode vir para nos visitar — afirmou Niurka.

Eles voaram em um avião fretado de Havana para Manágua, de onde seguiram para o Norte de ônibus com dezenas de outros migrantes cujo destino é incerto. O migrante cubano Misael Soto, de 39 anos, também está disposto a ficar no México, embora tenha amigos que possam recebê-lo em Las Vegas e Miami, nos EUA.

— Minha esposa está em Tapachula, no México, me esperando — contou Soto, acrescentando que sua mulher “recebe ajuda do governo [mexicano] porque tem dois filhos”.

Cubanos eram migrantes privilegiados

Os cubanos eram migrantes privilegiados nos Estados Unidos depois da revolução de 1959, mas seus benefícios foram se limitando paulatinamente com a volta de Trump à Casa Branca. Agora, eles são tratados sem nenhuma consideração pelo republicano, que paralisou os benefícios de programas humanitários criados por seu antecessor, Joe Biden, para migrantes de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Haiti.

O governo de Trump também militarizou a fronteira com o México para impedir a entrada irregular de migrantes e anunciou que revogará o status legal de meio milhão  de cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos, dando-lhes semanas para irem embora dos EUA.

Além disso, o presidente também enviou meio milhão de migrantes, majoritariamente asiáticos, para a Costa Rica e Panamá, países que servem de “ponte” para deportados de outros países. Também mandou para El Salvador quase 300 venezuelanos, os quais acusa — sem nenhuma prova — de serem membros do Tren de Aragua. Muitos deles foram deportados sem o devido processo legal ou qualquer condenação e ligação com gangues.

Apenas entre janeiro e março deste ano, o México já recebeu mais de 8 mil solicitações de refúgio de cubanos, de acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados. Em 2024, o México recebeu 17.884 solicitações, segundo números oficiais mexicanos. As informações são do portal O Globo.

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