Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 28 de novembro de 2017
O ICC (Índice de Confiança do Consumidor), divulgado nesta terça-feira (28) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), subiu 3,1 pontos em novembro, atingindo 86,8 pontos, o maior nível desde outubro de 2014 (91,1). Em relação ao mesmo período no ano anterior, o índice avançou 8,9 pontos.
“Com inflação e juros em queda, e melhores perspectivas para o emprego, o consumidor brasileiro avalia mais favoravelmente a tendência das finanças familiares e esboça maior ímpeto para compras de duráveis nos próximos meses. O resultado é ainda heterogêneo entre as faixas de renda: os mais otimistas, por enquanto, são os consumidores de maior poder aquisitivo, que já estão com o orçamento doméstico mais equilibrado”, afirmou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor.
Em novembro, os consumidores avaliaram melhor tanto a situação atual quanto as perspectivas futuras. O ISA (Índice de Situação Atual) subiu pelo quarto mês consecutivo (1,3 ponto), atingindo 74,5 pontos, o maior desde junho de 2015 (74,9). Já o IE (Índice de Expectativas) subiu 4,2 pontos, para 96 pontos, o mais alto desde abril de 2014 (99,9). O indicador que mede o grau de satisfação com a situação econômica atual ficou relativamente estável ao variar 0,5 ponto. O mesmo ocorre em relação às perspectivas sobre a situação econômica nos próximos seis meses, com recuo de 0,3 ponto.
Há uma melhora da percepção dos consumidores com relação à situação financeira da família. O indicador que mede a satisfação dos consumidores no momento subiu 1,9 pontos, para 69 pontos. Com relação ao futuro, o indicador que mede o otimismo em relação as finanças familiares teve alta de 1 ponto, para 93 pontos, o maior desde outubro de 2014 (96,4).
O destaque deste mês veio através do indicador que mede a intenção de compras de bens duráveis. Após cinco meses em queda, o indicador cresceu 11,1 pontos, para 82,4 pontos, o maior nível desde novembro de 2014 (87,2).
Em novembro, a confiança avançou em três das quatro faixas de renda pesquisadas. A maior alta foi registrada nas famílias com renda acima de R$ 9.600,00, motivada pela melhora das expectativas para o futuro próximo. O nível de confiança das famílias com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 recuou 0,6 ponto.
Confiança do comércio
O ICOM (Índice de Confiança do Comércio), também divulgado nesta terça-feira pela FGV, recuou 0,1 ponto em novembro, para 92,4 pontos. Nos dois meses anteriores o índice havia acumulado uma alta de 10,1 pontos.
A queda do ICOM em maio ocorreu em 8 dos 13 segmentos pesquisados e foi determinada pela piora no Índice de Situação Atual, que caiu 0,8 ponto no mês, para 85,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas avançou 0,7 ponto, atingindo 99,9 pontos.
Crescimento ao longo do ano
Apesar da relativa estabilidade no mês, o ICOM sustenta crescimento no ano. Entre janeiro e novembro de 2017, o índice subiu 13,5 pontos, enquanto no ano passado a alta havia sido de 9,7 pontos no mesmo período. Há ainda uma diferença qualitativa entre o desempenho de 2016 e de 2017: no ano passado mais de 91% da alta havia sido motivada pela melhora das expectativas; já em 2017, houve um avanço mais expressivo do ISA-COM, que foi responsável por 62,4% da alta do ICOM.