Domingo, 27 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 11 de novembro de 2022
Líder norte-americano também reforçou a necessidade de os governos se comprometerem com a meta das metas: limitar o aquecimento do planeta
Foto: DivulgaçãoO presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursou nesta sexta-feira (11) na Conferência do Clima das Nações Unidas. Ele aproveitou a oportunidade para mandar uns recados. Primeiro, reforçou a necessidade de os governos se comprometerem com a meta das metas: limitar o aquecimento do planeta a um 1,1°C até o fim desse século. Depois, fez alguns anúncios, como o repasse de US$ 150 milhões para adaptação climática na África.
Biden foi aplaudido quando pediu desculpas mais uma vez pelos Estados Unidos terem saído, na época de Donald Trump, do Acordo Climático de Paris, em 2020. Lá que foi firmado o compromisso de tentar limitar o aumento da temperatura global. O país voltou oficialmente ao acordo logo depois que Biden assumiu a Presidência.
O chefe de governo americano tem reforçado a importância de os setores público e privado trabalharem juntos para reduzir as emissões que agravam o efeito estufa.
Novo estudo
Um novo estudo diz que as emissões de CO2 vêm aumentando tão depressa que existe hoje 50% de risco de o aquecimento global ultrapassar a barreira de 1,5°C em nove anos só. Isso teria consequências ainda mais devastadoras, principalmente, para os países mais pobres, que não têm infraestrutura nem dinheiro para encarar eventos climáticos mais intensos e frequentes.
Na vinda ao Egito, Biden fez um anúncio conjunto com a União Europeia para o corte de emissões de metano no setor de petróleo e gás. A ideia é incentivar que outros países sigam o mesmo caminho. Durante o discurso, manifestantes protestaram contra o uso de combustíveis fósseis ao redor do mundo.