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Defesa de Bolsonaro recorre contra decisão de Alexandre de Moraes e insiste em maior prazo para responder denúncia da Procuradoria-Geral da República

Os advogados de Bolsonaro solicitam um prazo de 83 dias para responderem a denúncia. (Foto: Alan Santos/PR)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro recorreu da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou mais tempo para a apresentação de resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. Caso Moraes rejeite a nova solicitação, os advogados querem que o recurso seja analisado pela Primeira Turma.

Os advogados de Bolsonaro solicitam um prazo de 83 dias para responderem a denúncia, mesmo tempo que a PGR utilizou para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o caso. Além disso, querem que a resposta dos demais denunciados só sejam apresentadas após a do tenente-coronel Mauro Cid, que fechou acordo de delação premiada.

A defesa ainda quer acesso à íntegra das provas reunidas pela PF, que não teriam sido incluídas nos autos do processo.

Na semana passada, um primeiro pedido da defesa, com o mesmo teor, foi negado por Moraes no mesmo dia. As defesas de todos os 34 denunciados têm 15 dias para responder à denúncia da PGR, que começaram a ser contados a partir da semana passada.

A defesa de Jair Bolsonaro antecipou que pedirá a suspeição dos ministros Zanin e Dino na denúncia do golpe. Isso porque Zanin era advogado pessoal de Lula e Dino participou do novo governo petista como ministro da Justiça e Segurança Pública. Os dois foram recomendados ao STF pelo atual chefe do Executivo. A intenção do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, é manter Zanin e Dino aptos para julgar o caso.

Braga Netto

Em simultâneo ao pedido de Bolsonaro, a defesa do ex-ministro Braga Netto pediu ao Supremo que Alexandre de Moraes deixe a relatoria da denúncia sobre a suposta trama golpista por suspeição, ou seja, uma suspeita de parcialidade da parte do magistrado.

Os advogados reforçam que, por mais que o ministro não seja uma vítima no caso, as acusações da PGR e da PF correlacionam a tentativa de insurreição com um plano para matar Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Dessa forma, a defesa do ex-ministro deseja um novo relator no caso. A princípio, cabe a Moraes analisar a validade da denúncia oferecida pela PGR e ouvir os advogados de todos os denunciados.

Depois, ele decidirá se o caso está pronto para julgamento e agendará a análise na Primeira Turma do STF, composta também pelos ministros Cristiano Zanin, que preside a turma; Cármen Lúcia; Luiz Fux e Flávio Dino. As informações são do portal de notícias O Globo.

 

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