Sexta-feira, 04 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 16 de julho de 2021
Realidade de Arthur é igual a de muitos outros alunos pelo país afora.
Foto: Reprodução/Arquivo pessoalArthur Carvalho Ramos Damasceno, de 20 anos, sonha em ser psicólogo. Para isso, a ideia inicial era fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021 para tentar uma vaga na faculdade, mas a falta de adaptação para acompanhar a aulas do cursinho preparatório pelo celular e a dificuldade financeira fizeram com que ele desistisse de se inscrever para o exame.
A realidade de Arthur é igual a de muitos outros alunos pelo país afora. Neste ano, apenas pouco mais de 4 milhões de estudantes se inscreveram – menor número desde 2007. Em Minas Gerais, foram 382.381 inscritos.
“Não estou pronto, me senti menos preparado. Eu me formei meses antes de a pandemia começar, porém não me adaptei ao ensino remoto de cursinhos. Acompanhei alguns que tinham vídeos gravados disponíveis, mas é muito difícil concentrar e aprender assim, aí desisti” contou o jovem.
Como o sonho de cursar psicologia não acabou, o estudante vai prestar vestibular em uma faculdade particular de Belo Horizonte e tentar uma bolsa de estudos.
“Vou fazer uma prova on-line no dia 24 de julho e vou tentar conseguir uma bolsa de 100% para não ter que pagar mensalidade. Eu marquei a opção de aulas presenciais para poder assistir às aulas em sala de aula mesmo, vamos aguardar”, disse Arthur.
Corte no aluguel
Para garantir o valor da mensalidade, caso Arthur não consiga a bolsa, ele e a família se mudaram do apartamento onde moravam de aluguel e foram para a casa da avó dele.
“A gente saiu do aluguel, viemos morar com minha sogra para poupar esse dinheiro e ajudá-lo nos custos da faculdade. Sonho do nosso filho é nosso também”, disse a mãe do Arthur, a esteticista Doris de Carvalho, 55.