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Mundo Donald Trump não foi malvado com o Brasil: exportações brasileiras para o mercado americano serão tarifadas pelo menor patamar

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Segundo um interlocutor do governo Lula, o Brasil foi menos atingido do que outros países, como a China, o Vietnã e a União Europeia, que serão taxados, respectivamente, em 34%, 46% e 20%. (Foto: Reprodução)

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consideram que a tarifa de 10% sobre produtos brasileiros, anunciada, nesta quarta-feira, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi melhor do que se esperava. No entanto, a possibilidade de retaliação continua sobre a mesa.

Segundo um interlocutor do governo Lula, o Brasil foi menos atingido do que outros países, como a China, o Vietnã e a União Europeia, que serão taxados, respectivamente, em 34%, 46% e 20%. Mesmo assim, os negociadores brasileiros continuarão buscando um acordo com os EUA e mantêm no horizonte a possibilidade de retaliação a produtos e serviços americanos.

A união entre parlamentares da base governista e da oposição, demonstrada na aprovação de um projeto de lei que permite a reciprocidade em caso de tarifas a produtos brasileiros, poderia dar respaldo a uma resposta aos EUA. O texto foi aprovado, na última terça-feira, no Senado, e agora tramita na Câmara.

Mas a orientação, neste momento, é avaliar os cenários decorrentes da aplicação da tarifa, que não deve ser cumulativa no caso do aço, por exemplo, que já foi tributado em 25% por Trump. Com um quadro completo em mãos, caberá ao presidente Lula decidir qual o melhor caminho.

A expectativa é que, se não houver acordo entre os dois países, o Brasil recorra à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Outro caminho seria retaliar os EUA com a elevação de tarifas e, ainda, a adoção de medidas em uma área sensível para os americanos: a propriedade intelectual. Com isso, poderia haver taxação de filmes, musicais e livros e a cassação de patentes de medicamentos de uso não controlado, conforme publicou O GLOBO na última terça-feira.

O presidente dos Estados Unidos anunciou nesta tarde o que chama de “tarifas recíprocas” a serem aplicadas a todas as importações que entram no mercado americano. Ele apresentou uma enorme placa com a lista de países, a tarifa que estas nações supostamente aplicam aos produtos americanos e o quanto os EUA passarão a cobrar desses parceiros a partir da meia-noite desta quinta-feira.

O Brasil aparece na lista dos países com a menor tarifa a ser cobrada, de 10%. Este será o patamar mínimo, disse Trump. Assim como o Brasil, outros países que ficarão com os 10% são Reino Unido e Cingapura. Veja abaixo a lista completa e entenda, na sequência, os critérios adotados:

Veja a lista

Camboja – 49%
Vietnã – 46%
Sri Lanka: 44%
Tailândia – 36%
China – 34%
Taiwan – 32%
Suíça – 31%
Paquistão: 29%
Coreia do Sul – 25%
Japão – 24%
Malásia – 24%
União Europeia – 20%
Reino Unido – 10%
Brasil – 10%
Austrália: 10%
Turquia: 10%
Colômbia: 10%

Entenda os critérios
Na tabela apresentada por Trump, os países são listados de acordo com o que essas economias praticam de barreiras comerciais aos EUA. O governo Trump considerou um conjunto de critérios: a diferença entre a tarifa de importação aplicada pelo EUA e pelo parceiro em questão, os impostos internos no país e, ainda, barreiras não-tarifárias.

O critério do governo americano foi sobretaxar em metade do que seria o nível de proteção. Mas é um critério amplamente criticado por especialistas, ao confundir imposto interno com tarifa. Além disso, é muito difícil mensurar em temos quantitativos barreiras não-tarifárias, como as que exigem certificação de origem para fins ambientais e de proteção de propriedade intelectual.

O Brasil aparece com nível de proteção de 10%. Por isso, receberá uma sobretaxa de 10%, que é o patamar mínimo definido pelo decreto de Trump.

Além das tarifas por país, Trump confirmou que vai impor 25% de taxa a todos os automóveis fabricados fora dos Estados Unidos a partir de meia noite. As informações são do portal O Globo.

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https://www.osul.com.br/donald-trump-nao-foi-malvado-com-o-brasil-exportacoes-brasileiras-para-o-mercado-americano-serao-tarifadas-pelo-menor-patamar/ Donald Trump não foi malvado com o Brasil: exportações brasileiras para o mercado americano serão tarifadas pelo menor patamar 2025-04-02
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