Em Recife, um homem de 59 anos morreu após entrar em luta corporal com um amigo de infância por motivos políticos.
Segundo parentes do pedreiro Edson Rodrigues da Silva, de 59 anos, a discussão com Josué Bezerra da Silva, de 54 anos, foi motivada por divergência política. A Polícia Civil de Pernambuco investiga o caso.
Os dois homens teriam se encontrado na rua e começado uma discussão e na sequência teriam partido para a violência dando facadas um no outro.
Irmão de Edson, Luís Rodrigues da Silva afirmou que ele era eleitor do candidato à presidência Luís Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Josué apoia Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição. Os dois disputam o segundo turno.
“Ele foi passear com o cachorro dele e Josué, que já estava armado no meio da rua, ‘soltou graça’ para ele por causa de política, dizendo ‘teu candidato satanás perdeu’. Ele vota em Bolsonaro e meu irmão, em Lula. Edson foi em casa, deixou o cachorro e pegou uma faca. Quando passou, ele já foi dando facada no meu irmão, deu cinco na parte de cima do pescoço”, afirmou.
De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), foram registrados dois crimes: um de homicídio do homem de 59 anos e outro de tentativa de homicídio do homem de 54. Na data da confusão ambos os homens foram levados ao hospital em estado grave, mas o de 59 não resistiu aos ferimentos.
O eleitor de Bolsonaro foi atingido na barriga, enquanto o eleitor de Lula teve ferimentos na perna, pescoço e também na barriga.
Outro caso
Um apoiador do presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), morreu após ser esfaqueado durante uma discussão política com um amigo, que apoia o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O suspeito pelo crime, identificado como Luiz Antonio Ferreira da Silva, alegou que a briga com José Roberto Gomes Mendes, de 59 anos, foi política.
Em depoimento, ele relatou que os dois moravam juntos há aproximadamente cinco anos e sempre se deram muito bem, mas na terça-feira, enquanto cozinhavam, José Roberto teria dito que “todo petista era ladrão”, e os dois começaram a discutir.
Ainda segundo Luiz Antonio, José Roberto jogou contra ele uma panela e um rádio e depois pegou uma faca, vindo em sua direção. Na versão, ele declarou que os dois entraram em luta corporal e caíram na cama, quando o suspeito conseguiu tirar a faca da mão do bolsonarista.
Nesse momento, o petista passou a golpeá-lo, atingindo primeiro o pescoço. O suspeito também afirmou em depoimento que, quando se deu conta do que havia feito, tentou levar a vítima para fora para socorrer, mas ele acabou caindo no terreno ao lado da casa.
Luiz responderá por homicídio e segue preso.