Sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025
Por Redação O Sul | 20 de fevereiro de 2025
Em reunião com aliados na manhã dessa quarta-feira (19), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) falou sobre a possibilidade de deixar o Brasil antes de ser condenado pelo STF no inquérito do golpe.
Segundo participantes do encontro, Bolsonaro falou pouco. Em sua rápida manifestação, ele evidenciou sua inocência e disse que, se tivesse feito algo, já teria procurado asilo, por exemplo, na Argentina ou nos Estados Unidos.
Bolsonaro, entretanto, prometeu não fugir do Brasil. Ele disse que continuará defendendo sua inocência no STF, ciente de que sempre “jogou dentro das quatro linhas”, apesar de isso ter “desagradado” a alguns aliados.
Para bolsonaristas, a denúncia contra Bolsonaro seria um “jogo de cartas marcadas”, independentemente da defesa. A aposta é de que a Primeira Turma do STF, onde o inquérito será julgado, deverá condenar o ex-presidente.
Pedido
Na reunião, Bolsonaro também fez alguns pedidos aos aliados. O primeiro deles foi para que concentrem suas presenças na manifestação do dia 16 de março no Rio de Janeiro, e não em outras cidades.
O outro pedido foi para deixar o “fora Lula” para outra ocasião. O objetivo é que os discursos nos trios elétricos na orla de Copacabana se concentrem no projeto de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro.
Reunião
A reunião de Bolsonaro com aliados ocorreu no apartamento funcional do líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), em Brasília, e contou com a presença de diversos parlamentares.
O encontro ocorreu um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviar ao STF a denúncia contra o ex-presidente da República e outras 33 pessoas no inquérito do golpe.
Postagem
O ex-presidente Jair Bolsonaro utilizou uma rede social nessa quarta para comentar a denúncia apresentada contra ele e outras 33 pessoas pela Procuradoria-Geral da República, na qual o político do PL é apontado como líder de uma organização criminosa golpista.
Na postagem, Bolsonaro fala em “acusações vagas” e diz que as denúncias que pesam contra ele são “fabricadas”. O ex-presidente também afirma que o “mundo está atento ao que se passa no Brasil”.
“O truque de acusar líderes da oposição democrática de tramar golpes não é algo novo: todo regime autoritário, em sua ânsia pelo poder, precisa fabricar inimigos internos para justificar perseguições, censuras e prisões arbitrárias”, afirma o ex-presidente. As informações são da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.