Domingo, 30 de março de 2025
Por Redação O Sul | 27 de março de 2025
De acordo com o estudo, 84% das companhias brasileiras planejam ampliar a contratação de executivos neste ano.
Foto: DivulgaçãoPesquisa que reúne as principais tendências, desafios, modificações e redesenhos do mercado executivo brasileiro, a Leadership Outlook 2025, do Evermonte Institute, traz um dado bastante revelador.
De acordo com o estudo, 84% das companhias brasileiras planejam ampliar a contratação de executivos neste ano. A maioria (54%), no entanto, também aponta a escassez de profissionais como uma grande barreira a ser superada.
Além de não encontrar executivos no mercado, a maior parte (52%) das empresas ouvidas pelo estudo também vê a retenção como um desafio para a expansão dos seus times.
“O que podemos observar a partir dos resultados da pesquisa é um desalinhamento entre o crescimento projetado pelas companhias e a capacidade de execução”, explica o diretor associado do Evermonte Institute, Paulo Walendorff.
Na prática, a lacuna entre a escassez de profissionais e a expansão das posições executivas mostra que existem mais oportunidades do que pessoas capacitadas para assumi-las – o que toca em outro ponto nevrálgico no contexto do mercado executivo: o desenvolvimento de talentos.
Para 17% das empresas, esta é a maior lacuna das companhias brasileiras atrás da eficiência operacional. “Os dados mostram que, diante da crescente escassez de profissionais, é urgente reavaliar e aprimorar as práticas voltadas à atração, fidelização e desenvolvimento dos colaboradores, investindo continuamente na formação de novas lideranças”, ressalta Walendorff.
O estudo do Evermonte Institute ouviu 320 profissionais em cargos de gerência sênior, diretoria, C-Level e conselho em todo o Brasil, sendo 28,4% da área de Finanças; 19,7% de Recursos Humanos; 17,8% de Operações; 16,2% de Vendas e Marketing; e 11,9% de Tecnologia. Foram analisadas três grades de companhias com base no faturamento anual: até R$ 500 milhões (38,6% das respondentes); de R$ 500 milhões a R$ 2 bi (32,4%) e acima de R$ 2 bi (29%). A maior parte das empresas ouvidas é de capital fechado (70,6%) e está nas regiões Sul (43,9%) e Sudeste (38,9%).