Sexta-feira, 25 de abril de 2025
Por Redação O Sul | 1 de maio de 2019
Epilepsia é uma doença que provoca muito preconceito. As crises epiléticas são sinais e sintomas que ocorrem devido a uma descarga excessiva e anormal do cérebro. A convulsão é um tipo de crise. E o que causa essa crise?
Entre as causas estão: genética, AVC, infecções, lesões no cérebro, febre e sem causa definida. A crise pode se espalhar e se tornar generalizada, levando à perda da consciência e convulsão.
De acordo com o neurologista Luis Otávio Caboclo, a epilepsia pode se manifesta em qualquer fase da vida. Em dois momentos, ela pode ser mais frequente de começar: nas crianças e nos idosos. “São epilepsias diferentes, com causas diferentes, mas são as fases mais frequentes de surgimento da epilepsia.”
O neurologista alerta que nem toda crise epilética é uma convulsão. “Uma convulsão é um tipo de crise epilética. Então, toda convulsão é uma crise epilética. Entretanto, nem toda crise epilética é uma convulsão. Existem outros tipos, como ausências”.
Quem tem epilepsia pode dirigir? Ela pode dirigir, desde que esteja sem crises há pelo menos um ano. “Pela lei brasileira, o paciente com epilepsia, se estiver em um tratamento regular, tomando o medicamento adequadamente e estiver sem crises, está autorizado a dirigir”, fala o neurologista.
O que fazer quando uma pessoa tem um ataque? É importante esperar a crise passar, afastar objetos que possam machucar. Se ela não passar em cinco minutos, deve-se levar a pessoa ao hospital. “A crise tem começo, meio e fim. Nesse tempo é preciso proteger a pessoa e esperar”.
É possível viver normalmente tendo epilepsia. Cerca de 70% dos casos são de fácil controle com o uso de medicação adequada. Os 30% restantes precisarão de outras medidas para que sejam tratados.
Os tumores malignos geralmente aparecem em quem tem mais de 50 anos e as crises epiléticas são menos frequentes. Já os benignos costumam aparecer em crianças e adultos jovens e as crises são as únicas manifestações.
Desmaios
Uma imagem chamou a atenção de muita gente na TV na última semana: a jogadora de vôlei Jaqueline estava dando uma entrevista ao vivo quando, do nada, desmaiou. Em uma situação dessas, muita gente não sabe o que fazer. Devemos dar sal ou açúcar?
O desmaio é uma defesa do organismo, que, assim como um gerador sobrecarregado, desliga-se repentinamente. É uma reação imediata do nosso corpo quando falta oxigênio no cérebro. No caso da Jaqueline, o desmaio foi causado pelo calor. Ocorre então uma queda da pressão, pois a temperatura corporal interna está muito alta e o corpo precisa perder calor rápido.
Todas as pessoas em situação de extremo estresse físico ou emocional podem desmaiar. Na maioria das vezes, eles não indicam doenças graves. Entretanto, pode indicar um problema de saúde sério.
É importante descobrir a causa do desmaio. Existem várias causas, desde simples até grave. Baixa de glicose no sangue, problemas psicológicos, psiquiátricos, arritmias cardíacas. Sempre que a pessoa tem um desmaio, ela deve procurar um médico.
O que fazer?
Antes do desmaio, a pessoa pode começar a sentir sudorese, palidez, calor, náusea, visão turva e palpitações. Com estes sintomas, é preciso se deitar imediatamente, porque o desmaio é rápido e na queda a pessoa pode se machucar. “É preciso segurar, amparar a pessoa que está desmaiando”, explica a pediatra Ana Escobar.